quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Sistema Prisional e Polícia Civil de Minas Gerais realizam mais uma etapa de coleta de material genético de presos e superam meta do MJSP

  Material coletado é encaminhado para o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Trabalho permite a apuração de crimes graves como homicídio, latrocínio, sequestro e estupro

Divulgação Sejusp

Da redação

Nesta quinta-feira (9/12), em uma atuação integrada do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) com a Polícia Civil de Minas Gerais, foi coletado na  Penitenciária de Ponte Nova I, situada na Zona da Mata, material genético, que vai fomentar o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).

A unidade foi escolhida pelo potencial número de presos que se enquadram em crimes de natureza grave, como homicídio, latrocínio, sequestro e estupro. Minas supera a meta proposta pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e ultrapassa as 10 mil coletas em 50 unidades prisionais


No Estado, este ano, já foram coletados material de 13.043 presos, em outras 49 unidades prisionais do estado. O objetivo é enviar informações para o BNPG para que seja feita a comparação do DNA de presos com os vestígios genéticos — como fios de cabelo, sangue e outros materiais biológicos — encontrados em cenas de crime, visando a prova material, que contribui para a efetividade da apuração.

O diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais, Rodrigo Machado, considera a ação importante também no sentido de reafirmar o compromisso do Depen com todos os órgãos de Segurança Pública. “Hoje, completamos um total de 50 unidades, nas quais foram coletados material genético. E conseguimos superar a meta da Senasp, de 10 mil coletas. No próximo ano, o trabalho e empenho de todos continua”, garante o diretor-geral.

A Penitenciária de Ponte Nova contou com a atuação de 78 policiais penais e 34 servidores técnicos/administrativos para que fosse realizada a coleta. Os servidores da unidade auxiliaram nos trâmites administrativos para otimizar os processos necessários, na condução dos presos das celas para os locais de coleta e em toda a segurança de unidade de uma forma geral.

A coleta é feita de forma compulsória, por imposição legal aprovada em 2012, e a recusa por parte do preso implica em falta grave. A lei determina que é obrigatória a identificação do perfil genético de condenados por crimes graves e hediondos, ou em casos que sejam determinados pelo juiz.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem feito investimentos no trabalho do banco de perfis, numa ação conjunta entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Polícia Federal e as secretarias de segurança pública estaduais para o compartilhamento de perfis genéticos obtidos em laboratórios de genética forense.

Todas as amostras ficam sob custódia da perícia técnica da Polícia Civil, até o envio ao Instituto de Criminalística, em Belo Horizonte, o responsável pela análise, bem como pelo lançamento dos perfis genéticos no BNPG.

Perícia

O médico-legista, Waterson Brandão, da Polícia Civil de Minas Gerais, explica que após a coleta da saliva são necessários 30 dias, aproximadamente, para serem enviados os perfis genéticos para o BNPG. “Temos obtido bons frutos com este trabalho minucioso. Já foi possível identificar a autoria de presos condenados em outros crimes, que ainda estavam sem a identificação do autor”, detalha o médico-legista. Junto com ele, estavam na coleta a investigadora Maira Dias e o investigador Flávio Franco.

Unidades prisionais nas quais foram coletados materiais genéticos em 2021:

Penitenciária de Belo Horizonte I

Penitenciária de Contagem I - Nelson Hungria

Penitenciária de Ribeirão das Neves I - José Maria Alkimin

Penitenciária de São Joaquim de Bicas I - Professor Jason Soares de Albergaria

Presídio de Ribeirão das Neves I

Presídio de São Joaquim de Bicas I

Presídio de São Joaquim de Bicas II

Presídio de Ribeirão das Neves II - Inspetor José Martinho Drumond

Complexo Público Privado de Ribeirão das Neves I

Complexo Público Privado de Ribeirão das Neves II

Complexo Público Privado de Ribeirão das Neves III

Penitenciária de Juiz de Fora I - José Edson Cavalieri

Penitenciária de Juiz de Fora II

Presídio de Frutal I

Penitenciária de Muriaé I

Penitenciária de Uberaba I

Presídio de Boa Esperança I

Presídio de Varginha I

Presídio de Araxá I

Penitenciária de Três Corações I

Penitenciária de Formiga I

Penitenciária de Pará de Minas I - Doutor Pio Soares Canedo

Presídio de Divinópolis I

Penitenciária de Governador Valadares I - Francisco Floriano de Paula

Penitenciária de Uberlândia I - Professor João Pimenta da Veiga

Presídio de Araguari I

Penitenciária de Carmo do Parnaíba I

Penitenciária de Patrocínio I

Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá I

Presídio de Janaúba I

Presídio de Montes Claros I

Presídio de Montes Claros II

Penitenciária de Ipaba I - Dênio Moreira de Carvalho

Presídio de Conselheiro Lafaiete I

Presídio de Caratinga I

Presídio de Coronel Fabriciano I

Penitenciária de Ponte Nova I

Presídio de Barbacena I

Presídio de São João Del Rei I

Penitenciária de Teófilo Otoni I

Presídio de Curvelo I

Penitenciária de Unaí I - Agostinho de Oliveira Júnior

Presídio de Itajubá I

Presídio de Pouso Alegre I

Presídio de São Lourenço I

Presídio de Guaranésia I

Presídio de Alfenas

Presídio de São Sebastião do Paraíso I

Presídio de Sete Lagoas I - Promotor José Costa

                           

                                       

Vídeo_ Coronel Wanderlúcio Ferraz dos Santos é o mais novo Cidadão Montes-clarense

Crédito Diana Maia

Diana Maia/Blog Jornalismo Imparcial

Montes Claros/MG_  Na noite desta quarta-feira (8/12), foi outorgado o Titulo de Cidadão Honorário de Montes Claros, ao coronel da Polícia Militar Wanderlúcio Ferraz dos Santos, pelos relevantes serviços prestados no município e nas 77 cidades do Norte de Minas.O proponente do Título, foi o vereador José Marcos Martins de Freitas.

Durante a homenagem, foi regido pela Banda Militar o Hino do Galo, time do coração do homenageado.


Natural de Diamantina, o coronel Wanderlúcio Ferraz decidiu seguir a carreira do pai, ingressando na polícia em 1992. No momento da cerimônia, o coronel recebeu homenagem do filho da Davi, que durante seu discurso, chamou o pai de “herói”. O prefeito de Montes Claros, Humberto Guimarães Souto, participou da cerimônia de forma remota, e elogiou o trabalho do comandante, e da tropa, respeitando os Direitos Humanos,elevando o trabalho da Polícia Militar no Norte de Minas.

O  evento contou com a participação de representantes das policias Civil, Federal, Bombeiros e autoridade políticas.




Vídeo_ Delegado Alberto Tenório e equipe da DEA de Montes Claros recebem Moção de Congratulação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, reconheceu o trabalho do Delegado Alberto Tenório, Titular da Delegacia Especializada Antidrogas, na Operação de repressão ao tráfico em ocorrência em conjunta da PCMG e a Polícia Nacional do Paraguai.

Crédito Sarah Matias/Blog Jornalismo Imparcial

Diana Maia/Blog Jornalismo Imparcial

Montes Claros/MG_  O delegado Alberto Tenório Titular da Delegacia Especializada Antidrogas e Investigações Especiais, juntamente com sua equipe, receberam Moções de Congratulações da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, pelos relevantes serviços prestados à  população Norte mineira, no combate a repressão ao tráfico transnacional em mega operação que aconteceu no dia 23/10/ em Pedro Juan Caballero. A Congratulação foi proposta pelo deputado Heli Grilo.

A Operação contou com uma força tarefa dos Agentes do Departamento de  Investigação do  Grupos Táticos, Antinarcóticos, do Paraguai. .https://jornalismo-imparcial.blogspot.com/2021/10/cinco-brasileiros-integrantes-do-pcc.html

Em entrevista ao Blog Jornalismo Imparcial, o delegado Alberto Tenório, falou sobre esta operação e do trabalho em conjunto de sua equipe.

Os títulos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Montes Claros no Norte de Minas, tendo em vista o período de Pandemia por conta do Coronavírus. 



Acesse este link para entrar no meu grupo do WhatsApp: Te espero lá 

 https://chat.whatsapp.com/Fq9ecaOC5Cp5zUXDbkDvON

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

“Soldado Aprendiz”: o Exército Brasileiro como indutor da cidadania


Por Tenente Coronel Cav Luciano Hickert

No ano de 2019, a advogada brasileira Sandra Sabo de Oliveira defendeu em sua tese de doutorado sobre políticas públicas, na Universidade de Coimbra, Portugal, um programa acerca da empregabilidade de jovens egressos do serviço militar brasileiro. Após a comparação entre a qualificação ministrada aos militares incorporados para o serviço obrigatório e a dos cursos técnicos profissionalizantes civis, a doutora verificou a possibilidade de aproveitamento dos ensinamentos ministrados aos soldados para a qualificação de jovens no mercado de trabalho do País.

O 3º Grupo de Artilharia Antiaérea (GAAAe) assumiu o desafio e iniciou o projeto, similar em alguns aspectos ao Programa Soldado Cidadão. Em julho de 2019, o “Soldado Aprendiz”, nome dado à qualificação, possibilitou o cadastramento da unidade, oficialmente, como entidade formadora de aprendizagem profissional, em Caxias do Sul, junto à Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia.

No “Soldado Aprendiz”, as matérias contidas nos Programas Padrões de Instrução Militar do Exército Brasileiro para os períodos básico, de qualificação e de adestramento (PPB, PPQ e PPA) foram reconhecidas como válidas para fins de aprendizagem profissional, adaptando-as à Classificação Brasileira de Ocupação (CBO).

Dessa forma, o Projeto Soldado Aprendiz foi concebido como uma iniciativa civil e militar, sem ônus para o Exército Brasileiro, que sintetiza o carácter dual da atividade de formação militar, por meio de valores e de formação profissional, e materializa o compromisso das Forças Armadas com a sociedade brasileira por intermédio da qualificação de seus cidadãos.

Inicialmente, foram oferecidos pelo GAAAe os seguintes cursos de formação profissional: Auxiliar de Mecânico Automotivo; Auxiliar de Mecânico Eletricista; Cozinheiro; e Garçom. Também foi incluído um módulo sobre Segurança e Saúde no Trabalho, ministrado por um juiz trabalhista e por engenheiros voluntários especialistas em segurança no trabalho e que se solidarizaram com o propósito da capacitação dos jovens. Em dezembro de 2019, cerca de 40 militares receberam o certificado de qualificação profissional.

O sucesso inicial do programa despertou o interesse da 6ª Divisão de Exército (DE) que, ao verificar a possibilidade de expansão do programa, divulgou a oportunidade para todas as suas unidades e destacou não serem necessários recursos orçamentários, nem mesmo a saída de pessoal do expediente nas unidades, para que os militares recebessem outra qualificação profissional civil.

Diversas vantagens do programa merecem ser destacadas:

- Validação de alguns programas padrão de qualificação para além das atividades militares;

- Aproveitamento de conteúdos já consolidados no Exército para diferentes qualificações, especializando a mão de obra para as atividades laborais civis;

- Custo de formação reduzido, por meio do aproveitamento dual de meios, instalações, mão de obra e tempo; e

- Manutenção dos militares nas atividades de rotina das organizações militares (OM).

Alguns cuidados também merecem a atenção das organizações militares que conduzem o programa, tais como: a publicação da inscrição no curso e de sua conclusão; o acompanhamento do rendimento nas atividades complementares on-line; a limitação da qualificação em áreas reguladas pelos conselhos profissionais, como os de enfermagem e de veterinária; e o contato com os órgãos civis que regulam a formação profissional, como as secretarias do trabalho.

Por meio do programa, o EB intensifica o seu papel de Instituição nacional comprometida com o fortalecimento da cidadania, estendendo a qualificação dos militares para além dos muros dos quartéis e preparando o integrante do serviço militar obrigatório para a vida civil ao entregá-lo em melhores condições de contribuir com o crescimento do Brasil.

Outro aspecto de relevância é a aproximação entre a comunidade acadêmica e atividade militar, materializada pela iniciativa de uma aluna de doutorado em sua colaboração na pesquisa e no desenvolvimento do projeto. A colaboração entre instituições do Estado, em busca do aperfeiçoamento do trabalhador por meio da cooperação com as agências, destaca o perfil que transcende um esforço apenas militar.

Por fim, sai fortalecido o serviço militar como um vetor de formação de cidadãos de uma sociedade que luta por valores como o trabalho e a responsabilidade. Segundo as palavras de Olavo Bilac, patrono do Serviço Militar, "O Serviço Militar é o triunfo completo da democracia; o nivelamento das classes; a escola da ordem, da disciplina, da coesão; o laboratório da dignidade própria e do patriotismo."

SOBRE O AUTOR

Ten Cel Cav Luciano Hickert, do Exército Brasileiro, serve, atualmente, no Cmdo da 6ª Divisão de Exército. Possui, entre outros cursos e estágios da carreira: Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO), Escuela de Las Armas (EDA), na República Argentina e foi instrutor na Escuela de Cadetes José Maria Córdoba, em Bogotá, Colômbia. É formado em Direito pela UFRGS.

 Grupo de Trabalho que irá realizar o planejamento.



Acesse este link para entrar no meu grupo do WhatsApp: Te espero lá 

 https://chat.whatsapp.com/Fq9ecaOC5Cp5zUXDbkDvON


Três práticas da liderança militar a serem incorporadas por todos os líderes

 


Por General de Divisão R1 Joarez Alves Pereira Junior 

A liderança militar possui características próprias que a diferem, em alguns aspectos, da liderança exercida em outros ambientes. Boa parte delas está relacionada às peculiaridades da realidade profissional dos militares e das exigências da guerra, ocasião em que a liderança é um dos fatores fundamentais à motivação para o combate, bem como para o sucesso no conflito.

Dentre as principais características, destacam-se três que merecem ser praticadas por diferentes líderes: estar presente, ser exemplo e exercer a liderança em todos os níveis. Não se pretende afirmar que sejam práticas ignoradas pelos líderes civis, mas, em muitos casos, não são exercidas com tanta intensidade.

Estar presente

As raízes da possibilidade (e mesmo da necessidade) da presença do comandante, líder da sua fração, próximo da tropa remontam às guerras antigas. A organização em blocos compactos de guerreiros facilitava a aproximação do líder do seu grupo. A presença de líderes consagrados na História à frente de suas tropas mudou o curso de várias batalhas e, até hoje, é tida como uma forma de intervir no combate, apesar de toda a tecnologia e do espaçamento do campo de batalha moderno.

Portanto, desde cedo, ainda nas escolas de formação dos futuros líderes militares, essa prática é incentivada e exigida. Os recém-formados sargentos e aspirantes a oficial, no dia a dia dos quartéis, estarão junto de seus grupos ou de seus pelotões. E essa prática se estende ao longo da carreira até atingir os mais altos postos. Nada substitui o “olho no olho” e o fazer junto.

Algumas rotinas castrenses retratam e evidenciam o valor atribuído à presença do comandante, tais como as marchas e manobras militares, as formaturas e paradas militares, as inspeções da tropa pelo chefe, as visitas de autoridades militares e, até mesmo, as confraternizações para a celebração de datas importantes, que estimulam a presença do chefe próximo dos subordinados.

O estar presente permite ao líder conhecer mais amiúde os seus subordinados e entender suas realidades, o potencial e as limitações de cada um. E, ao compreender melhor os membros do seu grupo, o líder é capaz de ajudar a melhorar o desempenho individual, percebendo o que cada integrante tem de melhor a oferecer em proveito do coletivo.

Fazer-se presente facilita, ainda, o exercício de um dos fundamentos basilares para consolidar-se como líder: aplicar a justiça na medida adequada. Punir e recompensar de forma justa e, com isso, ganhar a confiança do grupo. Tudo para desenvolver o sentido de equipe e enaltecer o compromisso e o sacrifício compartilhados que geram o espírito de corpo, tão salutar à instituição militar.

Ser exemplo

“Nada é tão contagioso como o exemplo.” Essa frase do nobre francês do século XVII, François La Rochefoucauld, simplifica, com exatidão, a importância do exemplo. E, logicamente, no aspecto do exemplo praticado pelo líder, referimo-nos ao bom exemplo.

Nas escolas militares de formação é ensinado que o futuro oficial e o futuro sargento exercerão influência sobre suas frações e irão liderar seus subordinados pelo exemplo. Para esse grupo, não se aplica o adágio popular “faça ou que eu digo e não faça o que eu faço”.

E para ser exemplo é preciso, antes de mais nada, ser exigente consigo mesmo, o que não é nada fácil. O primeiro passo é conhecer-se a si próprio, ou seja, com muita honestidade e clareza de pensamento, exercitar o autoconhecimento. Benjamin Franklin afirmou que “existem três coisas extremamente duras: o aço, o diamante e o autoconhecimento”. Conhecer a si mesmo é a base para conhecer seus defeitos. E, depois de conhecidos, é preciso disposição, coragem e disciplina para poder corrigi-los.

Para se dar o exemplo, o bom exemplo, faz-se necessária a retidão de caráter. O líder tem que praticar aquilo que exige do grupo. Nada é tão desastroso como dizer uma coisa e fazer outra, colocando em prática o oposto do que se prega. A falta de coerência agride o subordinado e destrói a confiança, sem a qual não se lidera.

Liderança em todos os níveis

A primeira observação a ser feita é a afirmação do óbvio: a carreira militar é uma carreira. O início se dá, para os praças, como 3º sargento, e para os oficiais, como aspirante a oficial. Para poder ascender à graduação ou ao posto seguinte, são necessários tempo mínimo de permanência no posto atual e capacitação profissional, muitas das vezes com a realização de cursos obrigatórios. Somente ao final da carreira, em processo que privilegia o mérito, pode-se atingir os postos mais elevados. Não existe concurso que permita o acesso imediato ao topo. Chegar lá é a conquista de uma vida profissional.

Desde o início da carreira, é preciso que o militar esteja preparado não somente para comandar sua pequena fração, mas também liderá-la. Dentre os vários aspectos que colaboram para a motivação e o sucesso no combate, a liderança é um dos mais destacados. É nesse sentido que as escolas militares de formação investem na formação não apenas de bons comandantes, mas vão além na formação de líderes.

O líder de pequeno escalão exerce a liderança direta em contato com o grupo. Conforme o militar ascende na carreira e recebe o comando de frações maiores, continua exercendo a liderança, mas, cada vez mais, de maneira indireta, por intermédio dos líderes de menor escalão. Esse líder mais maduro, além de exercer a liderança, tem também o papel de líder formador, de líder “coaching” dos líderes intermediários. E, portanto, a sua responsabilidade aumenta.

O resultado é que a presença de líderes em toda a estrutura militar, em diferentes escalões de emprego, torna a liderança muito mais efetiva e próxima dos liderados. O papel do líder, assim, cresce de forma exponencial.

E este é mais um modelo de sucesso, um diferencial da liderança militar a ser assimilado por diferentes grupos sociais e empresariais na dinâmica da busca pelo melhor desempenho de todos.

Para concluir, cada vez mais tem sido destacada a importância do líder para a condução de diferentes grupos sociais. A profissão militar, historicamente, é onde mais se manifesta a imperiosa necessidade do exercício da liderança. Dentre as várias características do líder militar, três delas foram destacadas neste artigo pela importância que exercem na formação desse líder, sendo temas obrigatórios da liderança nas escolas de formação profissional do Exército.

A visão que o artigo procurou trazer é que essas três características – estar presente, ser exemplo e liderança em todos os níveis – merecem ser difundidas e exercitadas por líderes de diferentes organizações civis, na busca da maior efetividade dos resultados esperados nos trabalhos de diferentes grupos sociais e profissionais.

 SOBRE O AUTOR

Formado na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 1982. Cursou a Escola de Comando e Estado-Maior (ECEME) em 1997/98. No exterior realizou o Curso Básico de Inteligência, no Forte Huachuca; o Curso da Escola de Guerra, no War College; e o Curso de Política e Estratégia da National Defense University; todos nos Estados Unidos da América. Foi instrutor da AMAN e da ECEME e comandou a Escola de Administração do Exército e Colégio Militar de Salvador. Exerceu a função de Adjunto do Adido do Exército junto à Embaixada do Brasil em Washington. Comandou a 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Bagé-RS e a 6ª Região Militar, em Salvador-BA. Foi Subchefe do Estado-Maior do Exército para Assuntos Internacionais. Exerceu, como última função no serviço ativo, a Vice Chefia do Departamento de Educação e Cultura do Exército. Atualmente é o Coordenador Executivo do Grupo de Trabalho que irá realizar o planejamento.



Acesse este link para entrar no meu grupo do WhatsApp: Te espero lá 

 https://chat.whatsapp.com/Fq9ecaOC5Cp5zUXDbkDvON

Postagem em destaque

Dez Anos de Ronrons: A Memória Viva de Perséfone, uma amizade para além dessa vida

"Nada é eterno, tudo passa... mas o que foi feito com amor, como os dez anos de vida da Perséfone, deixa um eco de bondade que ressoa p...

Postagens mais visitadas

"Tudo posso Naquele que me fortalece"

"Tudo posso Naquele que me fortalece"
Deus no Comando!

"Siga-me, os que forem brasileiros".

"Siga-me, os que forem brasileiros".


" Quando uma Mulher descobre o tamanho da força que guarda dentro de si, nada é capaz de pará-la"

Obrigada pela sua visita!

Obrigada pela sua visita!
A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo.