quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A Vaga que Não te Pertence: O Clamor das Aldeias contra o Oportunismo Acadêmico

 A Invisibilidade das Guerreiras Urbanas, 
Salve, Parente!

Por Potira Baré ( Etnia Baré) supervisionado por Diana Maia
jornalismoimparcial@gmail.com

A universidade pública brasileira, historicamente um reduto de elites, começou a mudar de cor e de sotaque nas últimas décadas. No entanto, junto com o avanço da representatividade, surgiu uma sombra que ameaça a integridade das ações afirmativas: o oportunismo acadêmico. Para os profissionais indígenas já formados em instituições federais, a fraude em cotas não é um "jeitinho", é uma usurpação do direito à intelectualidade originária.

A Ciência sob Ataque do Oportunismo

Um acadêmico indígena, seja ele um mestre em Antropologia, um médico ou um engenheiro carrega consigo a responsabilidade de traduzir saberes. Quando um não-indígena utiliza uma cota de forma fraudulenta, ele não está apenas ocupando uma cadeira; ele está impedindo que um projeto de interculturalidade se concretize e um sonho é morto. Nós indígenas, não precisamos provar nada a ninguém, somos um povo, com mais  de 300 anos de resistência documentada na região amazônica, levando conhecimento lutando para que a nossa história não seja apagada na selva de pedra.

"A universidade precisa do nosso pensamento para deixar de ser eurocêntrica", afirmam coletivos de egressos. A fraude silencia essa possibilidade. O fraudador entra na universidade com o privilégio da base educacional urbana e branca, mas utiliza a "máscara da ancestralidade" apenas para garantir o diploma, sem qualquer compromisso com o retorno social às comunidades. _ Como fica a saúde do nosso povo? Onde estão os engenheiros para criar projetos, Ocas com infraestrutura, para os nosso anciãos, por vezes esquecidos que lutam e resistem para não serem dizimados, com o avanço da tecnologia, disfarçada de boas políticas, nossas terras são tomadas, o berço esplêndido da Floresta, o começo da vida.

O "Índio de Papel" e o Egresso de Luta

 A diferença entre o beneficiário legítimo e o oportunista torna-se evidente no pós-formatura. 

O Egresso Legítimo: Atua como ponte. Leva o Direito para a defesa do território, a Medicina para o cuidado intercultural e a Pedagogia para o fortalecimento das línguas maternas. 

O Fraudador: Utiliza o título para benefício puramente individual, muitas vezes em cargos públicos onde a cota indígena serviu apenas como um atalho na concorrência, sem nunca ter sofrido o racismo ou a exclusão que a lei visa mitigar.

A Vigilância dos Pares: O Papel das Federais

Acadêmicos formados em universidades federais têm sido as vozes mais ativas na cobrança por comissões de heteroidentificação rigorosas. Eles entendem que o ambiente acadêmico é um espaço de poder.

"Nós lutamos para entrar, lutamos para permanecer sem auxílio e lutamos para sermos ouvidos. Ver alguém ocupar esse espaço por pura conveniência é ver o nosso esforço coletivo ser menosprezado pelo sistema", relatam lideranças estudantis.

Conclusão: Por uma Universidade Plural, não Oportunista

O clamor que sai das aldeias e ecoa nos conselhos universitários é por ética identitária. A vaga de cota indígena é um instrumento de soberania. Acadêmicos que já passaram pelo sistema federal reforçam: a ancestralidade não pode ser um item de currículo ativado apenas no momento da inscrição. A universidade só será verdadeiramente federal e democrática quando as vagas destinadas aos povos originários forem ocupadas por quem, de fato, carrega o peso e a honra de sua história. Oportunismo é o avesso da ciência; é a manutenção de privilégios sob uma nova roupagem. O que define o pertencimento para egressos indígenas? 

Autoatribuição: O indivíduo se reconhece como parte de um povo.

Heteroatribuição: O povo e a comunidade reconhecem o indivíduo como seu. 

Trajetória de Luta: A vivência das problemáticas e da cultura indígena de forma contínua, e não episódica.

Este fechamento traz o contraste necessário: enquanto o oportunista usa a "ancestralidade de papel" para subir degraus, a mulher indígena real é barrada pela falta de papéis que comprovem sua existência para o Estado. 

A Invisibilidade das Guerreiras Urbanas

Enquanto o oportunismo acadêmico floresce em gabinetes refrigerados, uma realidade silenciosa e dolorosa acontece nas periferias das grandes cidades. São as mulheres indígenas que, forçadas pela migração, pela busca de sobrevivência ou pela expulsão de seus territórios, vivem um duplo apagamento. Ao cruzarem a fronteira entre a aldeia e a cidade, muitas perdem o acesso a direitos básicos, tornando-se invisíveis para as políticas públicas. Somos julgadas com termos pejorativos, "não somos sem terra".

Para essas mulheres, a faculdade representa o sonho da emancipação e a chance de levar voz ao seu povo. No entanto, o caminho é obstruído por uma burocracia estatal que ignora a fluidez da vida indígena. Muitas dessas estudantes, embora carreguem no rosto e na alma a marca de seus ancestrais, são barradas nos processos de cota por não possuírem o RANI (Registro Administrativo de Nascimento Indígena). 

O RANI como Grade, não como Ponte

Atualmente, a centralização da emissão deste documento pela Funai cria um gargalo perverso. Sem o registro, a mulher indígena em contexto urbano é empurrada para a vala comum da "parda" ou "negra" pelo sistema, perdendo o direito de ocupar a vaga que foi pensada para ela.

"É uma contradição cruel: o Estado exige um papel que ele mesmo dificulta entregar, enquanto fecha os olhos para quem falsifica identidades com facilidade nas redes sociais", desabafam acadêmicas que acompanham esses casos.

Essa barreira documental pune justamente quem mais sofreu com o processo de desterritorialização. Sem o suporte da aldeia próxima e sem o reconhecimento formal do Estado, essas mulheres enfrentam a universidade federal em condições de extrema vulnerabilidade, muitas vezes desistindo do curso por falta de auxílio-permanência — um recurso que, por ironia do destino, acaba sendo drenado por aqueles que fraudam o sistema.

Conclusão: Um Direito de Sangue e História, Não de Burocracia

O "Clamor das Aldeias" é, portanto, um grito por justiça e por humanidade. Combater o oportunismo acadêmico é também lutar para que a burocracia não seja uma arma de exclusão contra as mulheres indígenas urbanas. A universidade federal só cumprirá seu papel social quando a vaga de cota for protegida contra os que a veem como um atalho e garantida para aquelas que, mesmo sem o selo imediato da Funai, resistem e preservam a identidade originária em meio ao asfalto. A vaga pertence a quem tem história para contar, e não a quem tem apenas um interesse a defender. O oportunismo não pode vencer a ancestralidade. 

Sobre a etnia Baré

Falar sobre os Baré é mergulhar em uma história de muita resiliência e transformação no coração da Amazônia. Eles são um dos povos mais emblemáticos da região do Alto Rio Negro e do Rio Xié, no Amazonas, além de estarem presentes também na Venezuela e Colômbia.

No Brasil, a maior concentração está no município de São Gabriel da Cachoeira, conhecido por ser a cidade mais indígena do país.

No Brasil, estima-se que existam cerca de 11.000 a 12.000 Baré (segundo dados da Funasa e ISA).

Em São Gabriel da Cachoeira: A grande maioria dessa população vive neste município. Embora não haja um número "fechado" apenas para a zona urbana, os Baré são uma das etnias mais populosas da região, dividindo o território com os Tukano e os Baniwa.

Em São Gabriel, mais de 90% da população (cerca de 48 mil dos 51 mil habitantes, conforme o Censo 2022) se autodeclara indígena.  A presença Baré é sentida em dois "ambientes" principais:

Sede Urbana: Muitos Baré vivem hoje no núcleo urbano de São Gabriel da Cachoeira, ocupando cargos públicos, atuando no comércio e na liderança de movimentos indígenas (como a FOIRN).

Calha do Rio Negro e Rio Xié: Eles dominam extensas áreas rurais ao longo desses rios, onde mantêm suas comunidades tradicionais e o cultivo da mandioca.

Por que os números variam? É comum encontrar variações nos dados por dois motivos:

Trânsito constante: Muitos indígenas Baré mantêm uma casa na cidade e outra na comunidade (sítio), circulando entre as duas conforme a época do ano ou a necessidade de serviços.

Identidade: Por muito tempo, os Baré foram considerados "índios integrados" (devido à perda da língua original), o que fazia com que alguns não se declarassem nos censos antigos. Hoje, há um forte movimento de reafirmação étnica, o que faz os números subirem a cada novo levantamento.

Historicamente, os Baré pertencem à família linguística Aruak. No entanto, a história deles é marcada por um processo intenso de contato.

A Língua Geral (Nheengatu): Devido à influência das missões jesuítas e do período colonial, a maioria dos Baré deixou de falar sua língua original e passou a adotar o Nheengatu (uma língua derivada do tupi antigo que se tornou a "língua franca" da Amazônia por séculos).

Identidade Forte: Mesmo com a mudança na língua, eles mantêm uma identidade cultural indígena muito viva, preservando rituais, conhecimentos sobre a floresta e sistemas de organização social.

Os Baré são mestres na adaptação ao ecossistema de "águas pretas" do Rio Negro, que é um ambiente de poucos nutrientes.

A base da alimentação é a mandioca, cultivada em roças circulares. Eles possuem um conhecimento milenar sobre as variedades de mandioca e o processamento da farinha e do beiju. São exímios pescadores e conhecedores das frutas silvestres da época.  Produzem cestarias e utensílios de madeira que são verdadeiras obras de arte, muitas vezes utilizando fibras naturais como o tucum e o arumã.

Infelizmente, os Baré sofreram muito durante o ciclo da borracha e com o sistema de "aviamento" (uma forma de exploração por dívidas imposta pelos patrões seringueiros).

Nota: Esse período histórico quase desestruturou sua organização social, mas o povo Baré conseguiu se reorganizar politicamente nas últimas décadas, sendo hoje uma voz ativa no movimento indígena do Rio Negro.

Sobre Potira Baré

Natural da terra mais indígena do Brasil, São Gabriel da Cachoeira ( cabeça do cachorro),  Ahuakuoufeng Melgueiro Rossi, da etnia Baré, é Pedagoga formada pela Universidade do Estado da Bahia ( UNEB) e Especialista em educação a distância pela UNICID, Graduanda em Enfermagem. Aluna de violino do conservatório Lourenzo Fernandez e artesã . Mãe de Hernan e Maya. Casada com Douglas Rossi.



 



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Central de Bloqueio de Celulares reforça a segurança em Minas durante o Carnaval

 "Estamos preparados e atuando em várias frentes para impedir que o crime aconteça. Por isso, ferramentas como a Cbloc são tão importantes e impedem que o aparelho vire moeda de troca", conclui o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.

Blog Jornalismo Imparcial
jornalismoimparcial@gmail.com

Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais 
(Sejusp) disponibiliza um serviço que os cidadãos que tiverem os celulares furtados possam solicitar o bloqueio dos aparelhos de forma simples, rápida e segura, a Central de Bloqueio de Celulares (Cbloc), é mais uma ferramenta para auxiliar e contribuir para a segurança dos foliões durante o Carnaval no estado de Minas Gerais.
Em funcionamento desde 2018, 24 horas por dia e durante todos os dias da semana, a Cbloc permite que o folião requisite o bloqueio do dispositivo utilizando o número de telefone ou o Imei ((código internacional de identificação do telefone), basta acessar o site. Também é possível o acesso por meio do aplicativo MG APP, que está disponível para Android e iOS. Dentro da plataforma, o acesso ocorre através da guia "Segurança Pública".

"É muito fácil bloquear pois a pessoa não precisa saber o Imei e sim apenas o número do telefone, o que todos nós sabemos. O mesmo ocorre com o desbloqueio, caso o aparelho seja encontrado", afirma o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves. 

Para realizar a solicitação, é preciso informar dados pessoais como nome, CPF e e-mail do solicitante, além de informações como estado e município em que ocorreu o furto ou roubo, além da marca e a quantidade de chips do aparelho, assim como o número do boletim de ocorrência, necessário para a concretização do bloqueio.

Em 2025, mais de 4,2 mil solicitações de bloqueios foram realizadas e mais de 2,3 mil celulares foram bloqueados. Durante o período de Carnaval, de 1 a 5/3/2025,  481 solicitações foram feitas e 87 bloqueios realizados. 

Além da proteção dos dados pessoais, a plataforma também contribui para a segurança pública ao desestimular a receptação dos dispositivos, já que o travamento de todo o sistema do aparelho, que gera um apagão, desvalorizando o valor de mercado do celular no mundo do crime.

"Estamos preparados e atuando em várias frentes para impedir que o crime aconteça. Por isso, ferramentas como a Cbloc são tão importantes e impedem que o aparelho vire moeda de troca", conclui o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.

"É muito fácil bloquear pois a pessoa não precisa saber o Imei e sim apenas o número do telefone, o que todos nós sabemos. O mesmo ocorre com o desbloqueio, caso o aparelho seja encontrado", afirma o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves. 

Para realizar a solicitação, é preciso informar dados pessoais como nome, CPF e e-mail do solicitante, além de informações como estado e município em que ocorreu o furto ou roubo, além da marca e a quantidade de chips do aparelho, assim como o número do boletim de ocorrência, necessário para a concretização do bloqueio.

Em 2025, mais de 4,2 mil solicitações de bloqueios foram realizadas e mais de 2,3 mil celulares foram bloqueados. Durante o período de Carnaval, de 1 a 5/3/2025,  481 solicitações foram feitas e 87 bloqueios realizados. 

Além da proteção dos dados pessoais, a plataforma também contribui para a segurança pública ao desestimular a receptação dos dispositivos, já que o travamento de todo o sistema do aparelho, que gera um apagão, desvalorizando o valor de mercado do celular no mundo do crime.

"Estamos preparados e atuando em várias frentes para impedir que o crime aconteça. Por isso, ferramentas como a Cbloc são tão importantes e impedem que o aparelho vire moeda de troca", conclui o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.





 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Cemig intensifica vistorias na rede elétrica para garantir segurança durante o Carnaval em Minas

 Ações preventivas incluem inspeções com drones, termovisão e equipes em campo nos trajetos dos blocos e trios elétricos

Da redação
jornalismoimparcial@gmail.com

Com a expectativa de milhões de pessoas nas ruas durante o Carnaval, a Cemig intensificou, desde o início do ano, as ações preventivas para garantir a segurança dos foliões em Minas Gerais. Em parceria com prefeituras, órgãos de segurança e organizadores de eventos, a companhia está realizando inspeções específicas na rede elétrica ao longo dos trajetos dos blocos carnavalescos em todas as regiões do estado. 


As ações de inspeção da Cemig seguiram a Instrução Técnica nº 39 do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, norma que estabelece os critérios de segurança para a realização de blocos de carnaval em vias públicas. 

As vistorias são feitas com base nas informações repassadas pelos organizadores dos eventos e complementam o trabalho permanente de manutenção preventiva realizado pela Cemig ao longo do ano. O objetivo é identificar e tratar, com antecedência, situações que possam representar risco à população durante a maior festa popular do país. 

Os trabalhos começaram na primeira semana de 2026 e seguem até a véspera do Carnaval, acompanhando o crescimento das atividades nas ruas e a intensificação dos eventos em todo o estado. Ao todo, a companhia já inspecionou a rede elétrica de 380 cidades mineiras que sinalizaram que terão evento, utilizando drones, equipamentos de termovisão e equipes em campo.  

Entre os pontos verificados estão a compatibilidade dos trios elétricos e montagem e desmontagem de palcos em relação a altura da rede elétrica, a proximidade com estruturas temporárias e os trajetos dos trios e veículos de som. Em todo o estado foram inspecionados mais de 730 km de linhas de distribuição, realizadas mais de 400 podas de árvores e substituídas 44 cruzetas. 

Manutenção preventiva no Norte e Noroeste de Minas - Nas regiões do Norte e Noroeste de Minas, a Cemig atuou de forma integrada com as prefeituras e órgãos de segurança pública e demais empresas envolvidas na organização da festa, acompanhando de perto as ações preventivas e o monitoramento das áreas com maior concentração de foliões. 

Na duas regiões, Cemig inspecionou 59 quilômetros de linhas, com equipes de campo percorrendo os circuitos oficiais dos blocos e locais com palco fixo, verificando poste por poste, podas de árvores, cabos baixos, além de estruturas e equipamentos da rede. 

Ao todo, foram realizadas diversas manutenções preventivas, incluindo a substituição de postes antigos por novos, a troca de cruzetas com equipes de linha viva e podas de árvores ao longo dos trajetos. 

Riscos e orientações à população 

 O gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, alerta que atitudes aparentemente simples podem resultar em acidentes graves ou até fatais. “Durante o Carnaval, é fundamental evitar o arremesso de sprays, jatos d’água ou qualquer objeto na rede elétrica. Essas práticas podem provocar curtos-circuitos e colocar em risco a vida das pessoas”, afirma. 

De acordo com o gerente, também é essencial que os foliões não subam em postes, torres de transmissão, árvores, marquises ou estruturas próximas à fiação elétrica. A recomendação se estende à decoração carnavalesca: alegorias e enfeites não devem ser fixados em postes ou nos equipamentos de iluminação pública e nem em quaisquer outros locais onde possam entrar em contato com a rede. 

Outro ponto de atenção é a circulação de trios elétricos e veículos de som. A Cemig reforça que não há autorização para o levantamento de cabos de energia, prática extremamente perigosa e proibida. “O contato com a rede elétrica pode ser fatal. As pessoas nunca devem tocar nos cabos, nem mesmo com objetos como vassouras, rodos ou canos de PVC. Em caso de fios caídos, a orientação é manter distância e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo 193, ou a Cemig, pelo 116”, reforça o gerente. 



Tremor de terra é registrado próximo aos municípios de Francisco Dumont e Engenheiro Navarro no Norte de Minas Gerais

 A magnitude estimada em 3.0 na escala Richter. 

Diana Maia/Blog Jornalismo Imparcial
jornalismoimparcial@gmail.com

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), por meio do Núcleo de Estudos Sismológicos da Unimontes (NES/Unimontes), informa que foi registrado um tremor de terra na região Norte de Minas Gerais, na manhã desta quarta-feira (11/02/26). O Analista de Sismologia da Unimontes Prof. Maykon Fredson Freitas Ferreira, gravou um vídeo falando sobre este tremor registrado no Norte do estado.

Após a análise dos dados da estação sismológica da Universidade, foi confirmada a ocorrência de um evento sísmico próximo aos municípios de Francisco Dumont e Engenheiro Navarro, com magnitude estimada em 3.0 na escala Richter. O tremor foi registrado às 10h29min53s.

O Núcleo de Estudos Sismológicos da Unimontes vem monitorando e mapeando os tremores naturais registrados em todo o estado de Minas Gerais, disponibilizando mapas de fácil interpretação, que contribuem para uma melhor compreensão da atividade sísmica na região.

O NES/Unimontes segue acompanhando a atividade sísmica e reforça que novas informações serão divulgadas, caso necessário.



Polícia Civil recupera cadela da raça shih tzu que foi levada por um indivíduo em Montes Claros

 A PCMG realizou levantamentos que resultaram na localização da cadela no bairro Vila Tupã, possibilitando a imediata restituição do animal à tutora.

Por Diana Maia/Blog Jornalismo Imparcial
jornalismoimparcial@gmail.com

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) localizou e devolveu à tutora uma cadela da raça shih tzu –  de cor branca com manchas marrons claras,  aproximadamente 13 anos de idade e pequeno porte – que havia desaparecido no bairro Alcides Rabelo, em Montes Claros, Norte do estado. A tutora gravou um vídeo em agradecimento a PC. 


Entenda o caso

A tutora, procurou a unidade policial relatando que, na noite anterior, por volta das 20 horas, saiu para passear com o animal de estimação. Em determinado momento, a cadela correu à frente e virou uma esquina, não retornando como de costume.

Durante a fase inicial das investigações, a responsável apresentou imagens de câmeras de segurança de residências vizinhas, nas quais foi possível identificar um indivíduo apanhando o animal. Ainda no curso dos levantamentos, surgiram informações sobre a possível autoria.

Diante dos fatos, a PCMG realizou levantamentos que resultaram na localização da cadela no bairro Vila Tupã, possibilitando a imediata restituição do animal à tutora. As investigações seguem em andamento para a completa apuração dos fatos e adoção das medidas legais cabíveis.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Polícia Federal apura ameaças contra servidores e magistrados em Patos de Minas/MG

 Foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal

Divulgação PF

Blog Jornalismo Imparcial
jornalismoimparcial@gmail.com

Uberlândia/MG_ A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (10/2), um mandado de busca e apreensão em Patos de Minas, no âmbito de investigação envolvendo ameaças dirigidas a magistrados e a servidores da Justiça Federal e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O investigado teria enviado áudios com conteúdo intimidador e feito referências ao uso de arma de fogo. 

Durante as apurações, identificou-se que o homem possui antecedentes de lesão corporal, de desacato e ameaças registrados em boletins de ocorrência anteriores. 

Na ação policial, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos que serão submetidos à análise pericial. As condutas investigadas podem configurar o crime de ameaça, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados ao longo da investigação.



Mulheres passam pela Seleção Complementar para o Serviço Militar em todas as regiões do Brasil

 Durante a atividade, as candidatas passam por revisão médica e odontológica, exames e avaliações de habilidades específicas, além de entrevista individual, conforme os critérios previstos na legislação vigente

Por Exército Brasileiro
jornalismoimparcial@gmail.com

Brasília (DF) – Milhares de jovens em todo o Brasil passam, nesse mês de fevereiro, pela última etapa antes da incorporação ao Exército para o Serviço Militar Inicial: a Seleção Complementar. A atividade ganha destaque por contar, pela primeira vez, com a presença feminina no processo. Serão as primeiras mulheres a ingressarem na Força Terrestre como soldados, registrando um marco histórico para a Instituição. 

Durante a atividade, as candidatas passam por revisão médica e odontológica, exames e avaliações de habilidades específicas, além de entrevista individual, conforme os critérios previstos na legislação vigente, assim como os candidatos do sexo masculino. Os jovens considerados aptos serão incorporados em março, quando terão início as atividades de formação militar.

 


Em todo o território nacional, mais de 33.720 mulheres se alistaram em 2025. Para a fase de Seleção Complementar, mais de 260 mil candidatos, homens e mulheres, foram convocados. Somente em Brasília, 997 jovens do sexo feminino foram convocadas a participar dessa etapa, de um total de 5.232 em todo o País.

No Distrito Federal, as 182 jovens incorporadas ficarão vinculadas inicialmente à Base de Administração e Apoio do Comando Militar do Planalto, a partir do dia 2 de março. Posteriormente, 23 delas servirão como soldados no Hospital Militar de Área de Brasília.
 

A partir da incorporação, quando o Serviço Militar passa a ser obrigatório, as novas integrantes do Exército enfrentarão desafios, como o período de internato, as exigentes instruções militares, bem como atividades que requerem condicionamento físico condizente com as missões atinentes aos soldados.

Conquista do espaço

Uma das candidatas que passam pela Seleção Complementar é Ana Clara Ferreira, 18 anos, moradora de Taguatinga, no Distrito Federal. Ela revela a emoção de fazer parte da história, ao ser incluída no processo de seleção do Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF). “O sentimento é de honra. Nas primeiras etapas, fiquei com um certo nervosismo, imaginando se daria certo. Para nós, mulheres, é um momento feliz por saber que agora temos esse espaço. É gratificante fazer parte da primeira turma feminina a concorrer ao Serviço Militar como soldados”, comentou.
 


Quem também compartilha da expectativa da possibilidade de servir ao País como soldado é a jovem Eloah Veras. Ela revela que a influência do pai, Róbson Veras, ex-militar da Força Aérea Brasileira, contribuiu para se voluntariar. “O fato de ter visto desde cedo meu pai fardado em casa influenciou na minha escolha em me alistar. Imagino que servir como soldado tem desafios, mas nada impossível. Minha esperança é poder ingressar no Exército, onde creio poder me encaixar”, ressaltou.
 


Valores

A Seleção Complementar aproxima os jovens da Instituição e evidencia valores como cidadania, disciplina e patriotismo, além de simbolizar novas oportunidades para homens e mulheres que desejam servir ao País com dedicação, competência e espírito cívico.
As voluntárias ao SMIF poderão ser promovidas até a graduação de 3º Sargento, de acordo com a evolução individual e realização de cursos, permanecendo no serviço ativo até o limite máximo de 8 (oito) anos, quando ingressarão na reserva não-remunerada. O ingresso no Exército Brasileiro também garante às mulheres militares os direitos, os deveres e as oportunidades em igualdade de condições com os homens.

O Comandante Militar do Planalto, General de Divisão Felipe, destaca a evolução histórica da presença feminina na Força, desde a consolidação da Independência do Brasil, com Maria Quitéria (1823), à atuação das enfermeiras da Força Expedicionária Brasileira (1944-1945). Para o general, “a incorporação das mulheres para o Serviço Militar Inicial é mais um passo nessa evolução, com as jovens podendo oferecer seus serviços como soldados, o que poderemos acompanhar a partir da incorporação, em março”, comentou.
 

Inclusão

A princípio, o SMIF será restrito a organizações militares localizadas nas cidades de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Juiz de Fora (MG), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santa Maria (RS) e São Paulo (SP). O alistamento foi permitido somente às candidatas voluntárias residentes nos municípios elencados.

O SMIF é a forma voluntária de ingresso de mulheres para as Forças Armadas como soldados. O alistamento para o serviço é feito no ano em que as jovens completam 18 anos de idade, assim como já acontece com os homens. A ampliação da presença feminina no processo de ingresso reflete o fortalecimento de políticas institucionais voltadas à inclusão e à valorização do potencial das mulheres no âmbito da Defesa Nacional.



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