sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Exército coordena maior exercício de defesa cibernética do Hemisfério Sul

 Guardião Cibernético 8.0 será realizado de 21 a 25 de setembro, com simulações de ataques contra serviços essenciais e participação de instituições civis e militares

Imagem Comando de Defesa Cibernética

Brasília (DF) – Entre os dias 21 e 25 de setembro de 2026, Brasília será sede da oitava edição do Exercício Guardião Cibernético (EGC 8.0), considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul.

De responsabilidade do Ministério da Defesa e coordenado pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), o exercício contará com a participação da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira.

A atividade foi planejada para reproduzir, em ambientes controlados, situações de ameaças digitais capazes de afetar serviços essenciais e estruturas estratégicas do país. O objetivo é testar a capacidade de prevenção, resposta e recuperação diante de ataques cibernéticos complexos e coordenados.

Simulações envolvem serviços essenciais

Durante o exercício, serão realizadas simulações construtivas e virtuais envolvendo setores considerados fundamentais para o funcionamento da sociedade, entre eles energia elétrica, abastecimento de água, telecomunicações e sistema financeiro.

Na prática, a proposta é verificar como órgãos públicos, empresas e operadores de infraestruturas críticas poderiam atuar diante de uma crise cibernética que comprometesse sistemas essenciais.

Os cenários também permitem avaliar planos de contingência e identificar pontos que precisam ser aprimorados antes que uma situação semelhante ocorra no mundo real.

Mais de 1.300 participantes

De acordo com as informações oficiais do Exército Brasileiro, o Guardião Cibernético 8.0 reunirá mais de 1.300 participantes, cerca de 300 organizações e representantes de 14 países.

A programação promove a integração entre as Forças Armadas, órgãos governamentais, agências reguladoras e operadores de infraestruturas críticas de diferentes setores.

Além das simulações, o exercício contará com palestras e ações educativas abertas ao público, ampliando a discussão sobre segurança cibernética.

Atividades serão realizadas em diferentes regiões

Embora Brasília concentre a estrutura principal do exercício, o Guardião Cibernético terá uma organização descentralizada.

Serão instalados polos simultâneos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Manaus e Belém.

A distribuição das atividades por diferentes regiões reforça a necessidade de integração nacional na proteção de sistemas digitais e de infraestruturas consideradas essenciais para a população.

Defesa cibernética e soberania nacional

A defesa cibernética é um dos três setores estratégicos definidos pela Estratégia Nacional de Defesa (END).

O setor envolve sistemas informatizados utilizados tanto no cotidiano da sociedade quanto em estruturas militares. Isso inclui equipamentos de comunicação, rádios, radares, sistemas de comando e controle, carros de combate e sistemas de defesa antiaérea.

No Brasil, a responsabilidade pela defesa cibernética no âmbito das Forças Armadas está atribuída ao Exército, que criou o Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber).

A estrutura reúne militares das três Forças Armadas que atuam na proteção de sistemas estratégicos e no apoio a outros órgãos governamentais quando necessário.

Uma ameaça digital pode ter efeitos reais

Embora o ambiente cibernético seja virtual, os efeitos de um ataque podem chegar rapidamente à vida cotidiana.

Uma interrupção em sistemas de energia, telecomunicações, abastecimento de água ou serviços financeiros pode provocar consequências econômicas, sociais e até afetar o funcionamento de estruturas essenciais do Estado.

Por isso, o Guardião Cibernético trabalha com situações que permitem às instituições participantes testar procedimentos e buscar respostas coordenadas para diferentes tipos de ameaças.

A integração entre organizações civis e militares também permite compartilhar experiências e desenvolver soluções para reduzir possíveis impactos sociais, ambientais, econômicos, políticos e relacionados à segurança do Estado.

Preparação e integração

Ao reunir instituições públicas, empresas, órgãos reguladores e representantes estrangeiros, o Exercício Guardião Cibernético busca ampliar a capacidade brasileira de prevenção e resposta a incidentes cibernéticos.

Mais do que uma atividade militar, o exercício envolve diferentes setores que dependem de sistemas digitais para manter serviços essenciais em funcionamento.

O EGC 8.0 será realizado de 21 a 25 de setembro de 2026, com Brasília como sede principal e atividades simultâneas em outras seis capitais brasileiras.

Em um cenário no qual cada vez mais serviços dependem de sistemas conectados, a preparação para ameaças cibernéticas passa a fazer parte também da proteção da infraestrutura e da segurança da sociedade.

Fonte: Exército Brasileiro / Comando de Defesa Cibernética.


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Lula visita Montes Claros e coloca o Norte de Minas no centro da agenda nacional

 Presidente conheceu unidade que recebeu R$ 1,8 bilhão em investimentos e participou de ato político na cidade; agenda também foi marcada por anúncios na área da saúde e críticas a adversários

Diana Maia I Gabriel Veritas

Montes Claros (MG) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, nesta quinta-feira (17), em uma agenda que reuniu indústria, saúde pública e política. A visita ao novo Complexo Industrial da Eurofarma colocou novamente a cidade no radar da imprensa nacional e destacou o papel estratégico do município na expansão da indústria farmacêutica brasileira.

Durante a visita, Lula conheceu a linha de produção de embalagens da unidade, que atualmente possui 12 linhas em funcionamento e acondiciona mais de 170 produtos. O complexo foi projetado para ser o maior da Eurofarma e recebeu R$ 1,8 bilhão em investimentos. A empresa prevê ainda a expansão das atividades para a produção de fármacos, conforme a demanda.

Segundo o Ministério da Saúde, a escolha de Montes Claros levou em consideração a localização estratégica da cidade, a facilidade de distribuição para outras regiões do Brasil e para países da América Latina e o potencial do Norte de Minas para se consolidar como polo farmacêutico.

A presença da Eurofarma também foi relacionada ao Sistema Único de Saúde. Entre os medicamentos produzidos pela empresa estão produtos utilizados no tratamento de hipertensão e diabetes e distribuídos pelo Farmácia Popular, além de medicamentos destinados à assistência farmacêutica do SUS.

Saúde e produção nacional

Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Lula destacou a relação entre a produção nacional de medicamentos e o fortalecimento do SUS.

Durante a agenda, o presidente também afirmou que as chamadas “canetas emagrecedoras” deverão ser disponibilizadas gratuitamente pelo SUS para pacientes com obesidade, mediante indicação médica. A definição de critérios e do protocolo para utilização ainda deverá ser estabelecida pelo governo.

Discurso também teve críticas a adversários

Depois da agenda institucional na Eurofarma, Lula participou de uma caminhada política em Montes Claros, acompanhado de aliados que disputam cargos nas eleições deste ano.

Em seu discurso, o presidente fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao candidato ao Senado Aécio Neves (PSDB), além de fazer referências ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula relacionou o debate eleitoral à defesa da soberania nacional e também criticou a aproximação de Flávio Bolsonaro com o governo de Donald Trump.

O discurso marcou uma mudança de tom em relação à primeira parte da agenda, que teve caráter institucional. A própria programação divulgada para a visita separava a passagem pela Eurofarma, às 16h, do ato político realizado posteriormente.

Montes Claros no radar nacional

A visita aconteceu em um momento de intensa movimentação política em Minas Gerais. Segundo a imprensa nacional, esta foi a terceira passagem de Lula pelo estado durante a atual campanha eleitoral, e Montes Claros foi escolhida para receber tanto uma agenda relacionada à indústria quanto um ato político.

A cidade, considerada a capital regional do Norte de Minas, ganhou destaque justamente pela combinação das duas agendas: de um lado, o investimento privado de grande porte em uma unidade industrial; de outro, a presença do presidente em uma região estratégica para a política mineira.

 

Mais do que uma visita presidencial, a passagem de Lula deixa em evidência uma transformação que vem sendo discutida para o Norte de Minas: a possibilidade de ampliar a participação da região em cadeias industriais de maior valor agregado, especialmente nos setores de saúde, medicamentos, tecnologia e logística.

Para Montes Claros, o investimento da Eurofarma representa a instalação de uma das maiores estruturas industriais da companhia. Para o Norte de Minas, a presença presidencial e a repercussão nacional colocaram novamente a região no centro das discussões sobre desenvolvimento, saúde e geração de empregos qualificados.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Lula visita Montes Claros nesta quinta-feira (17) para agenda na Eurofarma

 Presidente da República participa de visita ao novo complexo industrial da empresa, no bairro Jaraguá II

Por Diana Holanda I Blog Jornalismo Imparcial
jornalismo-imparcial.blogspot.com

Montes Claros/MG_ O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, cumpre agenda nesta quinta-feira (17/9), no novo complexo industrial da Eurofarma em Montes Claros, no Norte de Minas.  A informação foi repassada oficialmente pela assessoria do Palácio do Planalto.

A visita está prevista para as 16h, na unidade localizada na Avenida Américo Martins, km 06  no bairro Jaraguá II.

A agenda presidencial ocorre em um momento de expansão da presença da indústria farmacêutica na região e coloca Montes Claros novamente no roteiro de compromissos do presidente da República.

O evento contará com a presença de autoridades e convidados, além de profissionais de imprensa previamente credenciados para a cobertura.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Exército recebe primeiro Guaicurus produzido no Brasil e amplia frota de blindados

 Em Minas, produção de blindados ganha espaço na indústria de Defesa

A fabricação dos novos Guaicurus em Sete Lagoas reforça a participação de Minas Gerais na produção de equipamentos estratégicos para o país, movimentando tecnologia, mão de obra especializada e a indústria nacional de Defesa. Imagens CCOMSEx


Diana Maia I Gabriel Veritas _  Blog Jornalismo Imparcial
Via Exército Brasileiro

O Exército Brasileiro recebeu, nesta quarta-feira (9), em Sete Lagoas (MG), a primeira unidade da versão nacional da Viatura Blindada Multitarefa (VBMT) Guaicurus.

A entrega marca uma nova etapa de um contrato firmado em 2024 com a empresa IDV para a aquisição de 420 viaturas. O investimento previsto é de R$ 1,4 bilhão, com entregas programadas até 2033.

A fabricação nacional ocorre na unidade da empresa em Sete Lagoas, onde a linha de montagem foi nacionalizada neste ano. A iniciativa também prevê a produção de componentes no Brasil, contribuindo para a formação de mão de obra especializada e a geração de empregos.


Blindado para diferentes missões

O Guaicurus foi desenvolvido para ocupar uma posição intermediária entre os veículos leves de transporte, que não possuem proteção balística, e os blindados de maior porte. Entre suas características estão a mobilidade e a proteção contra explosões de minas terrestres. O veículo possui uma estrutura interna de proteção e pode ser adaptado para diferentes funções.

De acordo com o Exército, a viatura pode ser configurada para missões como patrulhamento armado, guerra eletrônica e atendimento médico, funcionando como ambulância.

O novo contrato também facilita a integração do veículo com equipamentos desenvolvidos no Brasil, incluindo sistemas de comunicação e módulos de combate. “Atualmente, o Exército possui 32 Guaicurus. Com o novo contrato, outras 14 unidades...” devem ser entregues ainda em 2026, totalizando 15 viaturas produzidas neste ano. As demais serão entregues gradualmente até 2033.

Produção nacional

Além de ampliar a capacidade operacional do Exército, a fabricação em Sete Lagoas representa um movimento de fortalecimento da indústria brasileira de Defesa.

A nacionalização da produção pode reduzir custos de manutenção e facilitar a integração dos veículos com equipamentos desenvolvidos pela própria Força.

O programa ao qual a aquisição está vinculada prevê a incorporação de mais de 2.100 blindados de diferentes modelos ao Exército até 2040.

Por que Guaicurus?

O nome da viatura faz referência aos Mbayá-Guaicuru, povo indígena historicamente associado à região do Pantanal e do Chaco.

Conhecidos pela habilidade no combate a cavalo, os Guaicurus tiveram participação importante na história militar da região e, posteriormente, integraram voluntariamente tropas brasileiras durante a Guerra da Tríplice Aliança.

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Segurança de voo reforça controle e precisão em lançamento realizado no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno em Natal /RN

Setor é responsável pelo planejamento de trajetórias e restrição de áreas, contribuindo para o lançamento seguro do VS-30 V16 a partir de Parnamirim (RN)

Imagem Força Aérea Brasileira 

Da redação
jornalismoimparcial@gmail.com

A segurança de voo é uma das etapas fundamentais para o sucesso de operações espaciais realizadas no Brasil. No Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), equipes especializadas acompanham os procedimentos necessários para garantir que os lançamentos ocorram com precisão, controle e segurança.

Durante uma operação de lançamento, diversos fatores precisam ser monitorados. Entre eles estão a trajetória do veículo, as condições de voo e o cumprimento dos parâmetros previamente estabelecidos para a missão.

Esse acompanhamento permite identificar possíveis alterações durante o voo e, quando necessário, adotar procedimentos para preservar a segurança da operação.

O trabalho envolve profissionais e sistemas especializados, que atuam desde a preparação da missão até o acompanhamento do lançamento. A atividade também contribui para aumentar a confiabilidade dos dados obtidos durante os testes e para o desenvolvimento de novas tecnologias espaciais.

O CLBI possui papel histórico no programa espacial brasileiro. Inaugurado em 1965, o centro foi pioneiro na América do Sul em lançamentos de foguetes de pequeno e médio porte e continua integrado às atividades de ciência, tecnologia e defesa do país.

A segurança de voo, portanto, não é apenas uma etapa operacional. Ela representa uma condição essencial para que cada lançamento seja realizado de maneira controlada e para que os resultados obtidos possam contribuir para o avanço das atividades espaciais brasileiras.



domingo, 30 de agosto de 2026

A lei não é do advogado

 Criminalista explica por que decisões judiciais seguem normas aprovadas pelo Congresso e defende que o debate sobre segurança pública também passe pela qualidade das leis

Arquivo pessoal / advogado criminalista Jefferson Nascimento da Silva

Toda Comunicação

Sempre que um caso criminal de grande repercussão termina com uma absolvição, a revogação de uma prisão ou a anulação de provas, uma frase costuma dominar as redes sociais: "o advogado encontrou uma brecha na lei". Para o advogado criminalista Jefferson Nascimento da Silva, essa percepção não corresponde ao funcionamento do sistema de Justiça. Segundo ele, advogados não criam leis nem concedem benefícios; atuam para que a legislação existente seja corretamente aplicada pelos tribunais.

A discussão ganha importância em um momento em que o Brasil possui uma das maiores populações carcerárias do mundo. Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) apontam que o país ultrapassa 960 mil pessoas privadas de liberdade, entre presos definitivos e provisórios. Para especialistas, o número evidencia que o debate sobre segurança pública não pode se limitar ao endurecimento das penas, mas deve incluir a qualidade técnica das leis aprovadas pelo Poder Legislativo.

"O advogado não escreve a lei, não aprova a lei e nem decide o processo. Ele apresenta argumentos jurídicos com base na legislação em vigor. Quem julga é o magistrado, que aplica a Constituição, o Código Penal, o Código de Processo Penal e as demais normas aprovadas pelo Congresso Nacional. Quando uma decisão gera indignação, é importante compreender de onde aquela regra surgiu", afirma Jefferson.

O criminalista observa que muitas normas que hoje geram debates foram aprovadas pelos representantes eleitos pela própria sociedade. Por isso, segundo ele, a discussão sobre segurança pública também passa pelo processo legislativo. "Quando as pessoas dizem que determinada lei favorece criminosos ou dificulta investigações, é preciso lembrar que essas normas foram elaboradas pelo Legislativo. O advogado apenas utiliza os instrumentos jurídicos que o próprio ordenamento oferece", explica.

Jefferson cita como exemplo dispositivos recentemente inseridos na legislação penal que já despertam discussões entre juristas por sua possível incompatibilidade com princípios constitucionais. Entre eles, estão regras relacionadas à punição de atos preparatórios, hipóteses de prisão preventiva e alterações envolvendo direitos políticos de pessoas privadas de liberdade sem condenação definitiva. Segundo ele, sempre que uma lei apresenta conflito com a Constituição, caberá ao Poder Judiciário realizar o controle de constitucionalidade.

"O problema não está em a defesa questionar uma norma. Esse é justamente um dos pilares do Estado Democrático de Direito. O que precisa ser discutido é a qualidade técnica das leis que chegam ao ordenamento jurídico. Uma legislação mal redigida pode gerar insegurança jurídica, aumentar o número de recursos e, em alguns casos, produzir exatamente o efeito contrário ao que pretendia alcançar", destaca.

Na avaliação do advogado, o debate público costuma concentrar críticas sobre quem atua no processo, quando deveria dedicar maior atenção ao processo de elaboração das leis. "Toda legislação penal interfere diretamente na liberdade das pessoas. Por isso, precisa ser construída com técnica, equilíbrio e respeito à Constituição. Quanto melhor for a qualidade da lei, maior será a segurança jurídica para toda a sociedade, independentemente de quem esteja sendo julgado", afirma.

Para Jefferson, compreender como funciona o sistema de Justiça é essencial para fortalecer o Estado de Direito. "O advogado exerce uma função prevista na Constituição e indispensável à administração da Justiça. Defender a correta aplicação da lei não significa criar privilégios ou buscar impunidade. Significa garantir que as decisões judiciais sejam tomadas dentro das regras estabelecidas pelo próprio ordenamento jurídico. Quando a sociedade entende essa diferença, o debate sobre segurança pública se torna mais qualificado e produtivo", conclui.

Serviço: Jefferson Nascimento da Silva
Advogado Criminalista, OAB/PR 86.750
(41) 98400-6686
@jeeffeh
jeffe.adv@gmail.com
https://advjeffersonsilva.com.br
Rua Conselheiro Laurindo, 600 - sala 1006/1007, Centro, Curitiba/PR.


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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Exército Brasileiro assina contrato para aquisição de viaturas blindadas Centauro II BR

Acordo integra o Programa Estratégico do Exército Forças Blindadas e prevê lote destinado à experimentação doutrinária da nova viatura de combate de cavalaria


Diana Maia I Blog Jornalismo Imparcial

Brasília/ DF_ O Exército Brasileiro e a empresa CIO (Consórcio IVECO – Oto Melara) realizam, no dia 31 de agosto de 2026, a assinatura do contrato para aquisição do Lote de Experimentação Doutrinária (LED) da Viatura Blindada de Combate de Cavalaria (VBC Cav) Centauro II BR. A cerimônia ocorrerá às 14h, no Salão de Honra do Comando Logístico (COLOG), no Quartel-General do Exército, em Brasília.

A contratação está inserida no Programa Estratégico do Exército Forças Blindadas, iniciativa voltada à modernização e ao fortalecimento das capacidades da Força Terrestre. O Centauro II BR é uma viatura blindada de combate sobre rodas, com configuração 8x8, desenvolvida para operações de elevada mobilidade e capacidade de emprego em diferentes cenários.

Um dos principais elementos do sistema é o canhão de 120 milímetros, que proporciona elevado poder de fogo e amplia a capacidade das tropas de cavalaria mecanizada em operações de combate. A combinação entre mobilidade, proteção e poder de fogo representa um dos eixos centrais do processo de modernização das forças blindadas brasileiras.

Mais do que a aquisição de uma nova plataforma de combate, o contrato também possui importância estratégica para a Base Industrial de Defesa (BID). A parceria com o consórcio formado pela IVECO e pela Oto Melara envolve perspectivas de cooperação internacional, transferência de tecnologia, produção nacional e nacionalização de componentes.

Esse processo pode contribuir para ampliar a participação da indústria brasileira no desenvolvimento e na manutenção de sistemas de defesa de maior complexidade tecnológica, além de favorecer a formação de conhecimento especializado e a geração de capacidades industriais consideradas estratégicas para o país.

A adoção do Centauro II BR representa, portanto, uma etapa relevante na transformação das unidades de cavalaria mecanizada do Exército Brasileiro. A nova viatura reúne características destinadas a proporcionar maior mobilidade, proteção e poder de fogo, elementos fundamentais para o emprego de tropas blindadas e mecanizadas em operações militares.

A assinatura do contrato também se insere em um contexto mais amplo de atualização dos meios empregados pela Força Terrestre, buscando adequar suas capacidades às demandas atuais de defesa e ampliar sua prontidão operacional.

Para o Exército Brasileiro, o fortalecimento das capacidades de suas tropas mecanizadas está diretamente relacionado à necessidade de manter uma Força Terrestre moderna, tecnologicamente atualizada e preparada para atuar na defesa do território nacional e dos interesses estratégicos do Brasil.

 

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