terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Lula revoga decreto após protestos de povos indígenas

O resultado de 33 dias de resistência e a vitória da escuta ativa sobre o retrocesso

Decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciada pelo ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas, após reunirem-se com os lideranças do movimento.

Por Potira Baré, supervisionado por Diana Maia
jornalismoimparcial@gmail.com

Brasília/ DF_ O presidente Lula decidiu cancelar o Decreto 12.600, que autorizava estudos para grandes obras e empreendimentos no Rio Tapajós. A medida atende a um pedido direto de lideranças indígenas, que criticavam o projeto e estavam acampadas em protesto há mais de um mês.

Os principais pontos da decisão:

O governo afirmou que a revogação demonstra a disposição em ouvir a sociedade e respeitar os movimentos sociais. 

A ministra Sônia Guajajara, destacou que a decisão respeita a Convenção 169 da OIT, que exige que povos indígenas sejam consultados sobre obras em suas terras. 

 A decisão também levou em conta a situação precária das famílias (incluindo mulheres e crianças) que ocupavam a região há 33 dias. Ainda, o governo reforçou que manterá o foco na redução do desmatamento e na proteção ambiental. A anulação oficial do decreto será publicada em breve no Diário Oficial da União.



AMAN inicia a 75ª Olimpíada Acadêmica

As disputas seguem até o dia 27 de fevereiro
Por Exército Brasileiro

Resende (RJ) – No dia 20 de fevereiro, foi oficialmente aberta a 75ª Olimpíada da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), reunindo mais de 1.600 cadetes-atletas em 14 modalidades esportivas. A competição tem como principais objetivos fortalecer o espírito de corpo e incentivar a prática da atividade física, valores essenciais à formação do futuro oficial do Exército Brasileiro. 

Tradição e simbolismo marcam cerimônia 

Durante a cerimônia, o Comandante da AMAN, General de Brigada Igor Lessa Pasinato, destacou em suas palavras de abertura a importância do esporte como ferramenta de preparação para os desafios da carreira militar. “Essa é uma semana que ficará marcada na memória de vocês eternamente. A AMAN é uma Casa de Valores e uma Escola de Líderes, e, por meio do esporte, conseguimos desenvolver a liderança, a determinação, a garra, a coragem, a superação em vocês, futuros oficiais”.

 

A solenidade contou com momentos marcantes, como o canto da Canção da AMAN, o hasteamento da Bandeira Nacional e o tradicional acendimento da pira olímpica. Coube ao cadete Lucas Macedo, da equipe de atletismo, a honra de conduzir a tocha e acender a chama que simboliza o início oficial das competições.
 


Participação militar e integração com a comunidade
Autoridades civis, militares e a população de Resende e região se reuniram no evento, fortalecendo os laços entre a Força Terrestre e a sociedade.

As disputas seguem até o dia 27 de fevereiro, e a comunidade está novamente convidada a prestigiar os jogos, seja presencialmente ou por meio das redes sociais oficiais da AMAN. 
 

Além de promover integração e espírito esportivo, a Olimpíada Acadêmica também tem como finalidade selecionar os melhores atletas que representarão a Academia na NAVAMAER — competição entre as escolas de formação de oficiais da Marinha, Exército e Aeronáutica que será realizada a partir do dia 31 de agosto, na própria AMAN.

No evento, houve a participação de diversas organizações miitares, entre elas a Brigada de Infantaria Pára-quedista, a Comissão de Desportos do Exército e a Escola de Educação Física do Exército.
 



Sargento é atacado em Montes Claros com faca no pescoço durante uma visita de prevenção à violência doméstica e o agressor é morto com disparo de arma de fogo

O policial foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar para atendimento médico de urgência

Diana Maia/ Blog Jornalismo Imparcial

Montes Claros/ MG_ A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio do 10º Batalhão de Polícia Militar (10º BPM), emitiu uma nota a imprensa, informando  sobre a dinâmica policial, durante o atendimento de uma ocorrência no âmbito da prevenção à violência doméstica pela esquipe da Radiopatrulhamento de Proteção à Mulher (RpPM),  nesta terça-feira (24), onde um policial militar foi surpreendido e atacado por um indivíduo armado com uma faca.

Entenda o caso

O militar sofreu perfurações na região do pescoço e, diante da grave e injusta agressão, revidou com disparo de arma de fogo contra o autor. O policial foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar para atendimento médico de urgência. Equipes militares de apoio deslocaram-se imediatamente ao local e, ao chegarem, constataram que o agressor já se encontrava em óbito.

A Polícia Militar ressalta que a atuação ocorreu em legítima defesa, diante de agressão atual e injusta, e que todas as providências legais cabíveis estão sendo adotadas, incluindo a apuração dos fatos pelos órgãos competentes.

A Instituição reafirma seu compromisso com a preservação da vida e a segurança da sociedade mineira.



domingo, 22 de fevereiro de 2026

Comando Conjunto Catrimani II e FUNAI realizam visita aos Pelotões Especiais de Fronteira em Surucucu e Auaris

A agenda institucional foi organizada com o propósito de estreitar a coordenação entre os órgãos que atuam na promoção e na defesa dos direitos dos povos originários, ampliando o diálogo e a cooperação entre as agências na região.

Imagem Comando Operacional Conjunto Catrimani II 
Comando Operacional Conjunto Catrimani II 
jornalismoimparcial@gmail.com

Boa Vista (RR) – O 4º Pelotão Especial de Fronteira (PEF), em Surucucu, e o 5º PEF, localizado em Auaris, receberam, nos dias 14 e 15 de fevereiro, a Diretora de Direitos Humanos e Políticas Sociais da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Pagu Rodrigues, em visita institucional à região. A comitiva contou ainda com a presença do Chefe do Estado-Maior do Comando Operacional Conjunto Catrimani II, Capitão de Mar e Guerra (FN) Veras; do Oficial de Ligação da Casa de Governo, Coronel Rosito; e do Chefe da Divisão de Assuntos Civis do Comando Conjunto, Capitão de Corveta Vilarin.   

A programação teve como foco o acompanhamento das ações desenvolvidas nas Bases de Entrega de Cestas Básicas, no âmbito do contrato nº 303/2024, firmado entre a FUNAI e a Ambipar Flyone, voltado ao apoio contínuo às comunidades indígenas e à proteção territorial. Também participaram da agenda o Coordenador da Coordenação-Geral de Resposta a Desastres e Emergências (CGRed), Victor Amaral; a Chefe de Serviço da CGRed, Jordana Gabriela; e o Gestor Local do Contrato, Gilberto Bueno.   
 
A agenda institucional foi organizada com o propósito de estreitar a coordenação entre os órgãos que atuam na promoção e na defesa dos direitos dos povos originários, ampliando o diálogo e a cooperação entre as agências na região.
 
Durante a visita às instalações dos Pelotões Especiais de Fronteira, foram apresentados os apoios logísticos prestados pelo Exército Brasileiro ao processo de distribuição de cestas básicas, bem como realizada a verificação, no local de entrega, dos donativos destinados às comunidades indígenas. 
 
Segundo o Oficial de Ligação da Casa de Governo, Coronel Rosito, a iniciativa é fundamental para o fortalecimento das ações do Estado. “Dar continuidade e aprimorar o apoio no combate à desnutrição do povo indígena que habita a Terra Indígena Yanomami é essencial”, enfatizou. 
 
A visita reafirma a presença estratégica do Estado brasileiro na faixa de fronteira, considerada sensível do ponto de vista territorial e humanitário. Por meio da atuação integrada entre as instituições, são intensificadas as ações de segurança, assistência humanitária e apoio logístico, além do enfrentamento aos ilícitos na região, contribuindo para a proteção dos territórios tradicionais e o fortalecimento da soberania nacional. A ação evidencia, ainda, o compromisso conjunto com a assistência humanitária e a proteção das fronteiras brasileiras. 
 
Ação conjunta 
 
A Operação Catrimani II é uma ação conjunta entre Órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima, em cumprimento à Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024, que visa atuar de modo preventivo e repressivo contra o garimpo ilegal, os ilícitos transfronteiriços e os crimes ambientais na Terra Indígena Yanomami (TIY). 


 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A Vaga que Não te Pertence: O Clamor das Aldeias contra o Oportunismo Acadêmico

 A Invisibilidade das Guerreiras Urbanas, 
Salve, Parente!

Por Potira Baré ( Etnia Baré) supervisionado por Diana Maia
jornalismoimparcial@gmail.com

A universidade pública brasileira, historicamente um reduto de elites, começou a mudar de cor e de sotaque nas últimas décadas. No entanto, junto com o avanço da representatividade, surgiu uma sombra que ameaça a integridade das ações afirmativas: o oportunismo acadêmico. Para os profissionais indígenas já formados em instituições federais, a fraude em cotas não é um "jeitinho", é uma usurpação do direito à intelectualidade originária.

A Ciência sob Ataque do Oportunismo

Um acadêmico indígena, seja ele um mestre em Antropologia, um médico ou um engenheiro carrega consigo a responsabilidade de traduzir saberes. Quando um não-indígena utiliza uma cota de forma fraudulenta, ele não está apenas ocupando uma cadeira; ele está impedindo que um projeto de interculturalidade se concretize e um sonho é morto. Nós indígenas, não precisamos provar nada a ninguém, somos um povo, com mais  de 300 anos de resistência documentada na região amazônica, levando conhecimento lutando para que a nossa história não seja apagada na selva de pedra.

"A universidade precisa do nosso pensamento para deixar de ser eurocêntrica", afirmam coletivos de egressos. A fraude silencia essa possibilidade. O fraudador entra na universidade com o privilégio da base educacional urbana e branca, mas utiliza a "máscara da ancestralidade" apenas para garantir o diploma, sem qualquer compromisso com o retorno social às comunidades. _ Como fica a saúde do nosso povo? Onde estão os engenheiros para criar projetos, Ocas com infraestrutura, para os nosso anciãos, por vezes esquecidos que lutam e resistem para não serem dizimados, com o avanço da tecnologia, disfarçada de boas políticas, nossas terras são tomadas, o berço esplêndido da Floresta, o começo da vida.

O "Índio de Papel" e o Egresso de Luta

 A diferença entre o beneficiário legítimo e o oportunista torna-se evidente no pós-formatura. 

O Egresso Legítimo: Atua como ponte. Leva o Direito para a defesa do território, a Medicina para o cuidado intercultural e a Pedagogia para o fortalecimento das línguas maternas. 

O Fraudador: Utiliza o título para benefício puramente individual, muitas vezes em cargos públicos onde a cota indígena serviu apenas como um atalho na concorrência, sem nunca ter sofrido o racismo ou a exclusão que a lei visa mitigar.

A Vigilância dos Pares: O Papel das Federais

Acadêmicos formados em universidades federais têm sido as vozes mais ativas na cobrança por comissões de heteroidentificação rigorosas. Eles entendem que o ambiente acadêmico é um espaço de poder.

"Nós lutamos para entrar, lutamos para permanecer sem auxílio e lutamos para sermos ouvidos. Ver alguém ocupar esse espaço por pura conveniência é ver o nosso esforço coletivo ser menosprezado pelo sistema", relatam lideranças estudantis.

Conclusão: Por uma Universidade Plural, não Oportunista

O clamor que sai das aldeias e ecoa nos conselhos universitários é por ética identitária. A vaga de cota indígena é um instrumento de soberania. Acadêmicos que já passaram pelo sistema federal reforçam: a ancestralidade não pode ser um item de currículo ativado apenas no momento da inscrição. A universidade só será verdadeiramente federal e democrática quando as vagas destinadas aos povos originários forem ocupadas por quem, de fato, carrega o peso e a honra de sua história. Oportunismo é o avesso da ciência; é a manutenção de privilégios sob uma nova roupagem. O que define o pertencimento para egressos indígenas? 

Autoatribuição: O indivíduo se reconhece como parte de um povo.

Heteroatribuição: O povo e a comunidade reconhecem o indivíduo como seu. 

Trajetória de Luta: A vivência das problemáticas e da cultura indígena de forma contínua, e não episódica.

Este fechamento traz o contraste necessário: enquanto o oportunista usa a "ancestralidade de papel" para subir degraus, a mulher indígena real é barrada pela falta de papéis que comprovem sua existência para o Estado. 

A Invisibilidade das Guerreiras Urbanas

Enquanto o oportunismo acadêmico floresce em gabinetes refrigerados, uma realidade silenciosa e dolorosa acontece nas periferias das grandes cidades. São as mulheres indígenas que, forçadas pela migração, pela busca de sobrevivência ou pela expulsão de seus territórios, vivem um duplo apagamento. Ao cruzarem a fronteira entre a aldeia e a cidade, muitas perdem o acesso a direitos básicos, tornando-se invisíveis para as políticas públicas. Somos julgadas com termos pejorativos, "não somos sem terra".

Para essas mulheres, a faculdade representa o sonho da emancipação e a chance de levar voz ao seu povo. No entanto, o caminho é obstruído por uma burocracia estatal que ignora a fluidez da vida indígena. Muitas dessas estudantes, embora carreguem no rosto e na alma a marca de seus ancestrais, são barradas nos processos de cota por não possuírem o RANI (Registro Administrativo de Nascimento Indígena). 

O RANI como Grade, não como Ponte

Atualmente, a centralização da emissão deste documento pela Funai cria um gargalo perverso. Sem o registro, a mulher indígena em contexto urbano é empurrada para a vala comum da "parda" ou "negra" pelo sistema, perdendo o direito de ocupar a vaga que foi pensada para ela.

"É uma contradição cruel: o Estado exige um papel que ele mesmo dificulta entregar, enquanto fecha os olhos para quem falsifica identidades com facilidade nas redes sociais", desabafam acadêmicas que acompanham esses casos.

Essa barreira documental pune justamente quem mais sofreu com o processo de desterritorialização. Sem o suporte da aldeia próxima e sem o reconhecimento formal do Estado, essas mulheres enfrentam a universidade federal em condições de extrema vulnerabilidade, muitas vezes desistindo do curso por falta de auxílio-permanência — um recurso que, por ironia do destino, acaba sendo drenado por aqueles que fraudam o sistema.

Conclusão: Um Direito de Sangue e História, Não de Burocracia

O "Clamor das Aldeias" é, portanto, um grito por justiça e por humanidade. Combater o oportunismo acadêmico é também lutar para que a burocracia não seja uma arma de exclusão contra as mulheres indígenas urbanas. A universidade federal só cumprirá seu papel social quando a vaga de cota for protegida contra os que a veem como um atalho e garantida para aquelas que, mesmo sem o selo imediato da Funai, resistem e preservam a identidade originária em meio ao asfalto. A vaga pertence a quem tem história para contar, e não a quem tem apenas um interesse a defender. O oportunismo não pode vencer a ancestralidade. 

Sobre a etnia Baré

Falar sobre os Baré é mergulhar em uma história de muita resiliência e transformação no coração da Amazônia. Eles são um dos povos mais emblemáticos da região do Alto Rio Negro e do Rio Xié, no Amazonas, além de estarem presentes também na Venezuela e Colômbia.

No Brasil, a maior concentração está no município de São Gabriel da Cachoeira, conhecido por ser a cidade mais indígena do país.

No Brasil, estima-se que existam cerca de 11.000 a 12.000 Baré (segundo dados da Funasa e ISA).

Em São Gabriel da Cachoeira: A grande maioria dessa população vive neste município. Embora não haja um número "fechado" apenas para a zona urbana, os Baré são uma das etnias mais populosas da região, dividindo o território com os Tukano e os Baniwa.

Em São Gabriel, mais de 90% da população (cerca de 48 mil dos 51 mil habitantes, conforme o Censo 2022) se autodeclara indígena.  A presença Baré é sentida em dois "ambientes" principais:

Sede Urbana: Muitos Baré vivem hoje no núcleo urbano de São Gabriel da Cachoeira, ocupando cargos públicos, atuando no comércio e na liderança de movimentos indígenas (como a FOIRN).

Calha do Rio Negro e Rio Xié: Eles dominam extensas áreas rurais ao longo desses rios, onde mantêm suas comunidades tradicionais e o cultivo da mandioca.

Por que os números variam? É comum encontrar variações nos dados por dois motivos:

Trânsito constante: Muitos indígenas Baré mantêm uma casa na cidade e outra na comunidade (sítio), circulando entre as duas conforme a época do ano ou a necessidade de serviços.

Identidade: Por muito tempo, os Baré foram considerados "índios integrados" (devido à perda da língua original), o que fazia com que alguns não se declarassem nos censos antigos. Hoje, há um forte movimento de reafirmação étnica, o que faz os números subirem a cada novo levantamento.

Historicamente, os Baré pertencem à família linguística Aruak. No entanto, a história deles é marcada por um processo intenso de contato.

A Língua Geral (Nheengatu): Devido à influência das missões jesuítas e do período colonial, a maioria dos Baré deixou de falar sua língua original e passou a adotar o Nheengatu (uma língua derivada do tupi antigo que se tornou a "língua franca" da Amazônia por séculos).

Identidade Forte: Mesmo com a mudança na língua, eles mantêm uma identidade cultural indígena muito viva, preservando rituais, conhecimentos sobre a floresta e sistemas de organização social.

Os Baré são mestres na adaptação ao ecossistema de "águas pretas" do Rio Negro, que é um ambiente de poucos nutrientes.

A base da alimentação é a mandioca, cultivada em roças circulares. Eles possuem um conhecimento milenar sobre as variedades de mandioca e o processamento da farinha e do beiju. São exímios pescadores e conhecedores das frutas silvestres da época.  Produzem cestarias e utensílios de madeira que são verdadeiras obras de arte, muitas vezes utilizando fibras naturais como o tucum e o arumã.

Infelizmente, os Baré sofreram muito durante o ciclo da borracha e com o sistema de "aviamento" (uma forma de exploração por dívidas imposta pelos patrões seringueiros).

Nota: Esse período histórico quase desestruturou sua organização social, mas o povo Baré conseguiu se reorganizar politicamente nas últimas décadas, sendo hoje uma voz ativa no movimento indígena do Rio Negro.

Sobre Potira Baré

Natural da terra mais indígena do Brasil, São Gabriel da Cachoeira ( cabeça do cachorro),  Ahuakuoufeng Melgueiro Rossi, da etnia Baré, é Pedagoga formada pela Universidade do Estado da Bahia ( UNEB) e Especialista em educação a distância pela UNICID, Graduanda em Enfermagem. Aluna de violino do conservatório Lourenzo Fernandez e artesã . Mãe de Hernan e Maya. Casada com Douglas Rossi.



 



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Central de Bloqueio de Celulares reforça a segurança em Minas durante o Carnaval

 "Estamos preparados e atuando em várias frentes para impedir que o crime aconteça. Por isso, ferramentas como a Cbloc são tão importantes e impedem que o aparelho vire moeda de troca", conclui o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.

Blog Jornalismo Imparcial
jornalismoimparcial@gmail.com

Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais 
(Sejusp) disponibiliza um serviço que os cidadãos que tiverem os celulares furtados possam solicitar o bloqueio dos aparelhos de forma simples, rápida e segura, a Central de Bloqueio de Celulares (Cbloc), é mais uma ferramenta para auxiliar e contribuir para a segurança dos foliões durante o Carnaval no estado de Minas Gerais.
Em funcionamento desde 2018, 24 horas por dia e durante todos os dias da semana, a Cbloc permite que o folião requisite o bloqueio do dispositivo utilizando o número de telefone ou o Imei ((código internacional de identificação do telefone), basta acessar o site. Também é possível o acesso por meio do aplicativo MG APP, que está disponível para Android e iOS. Dentro da plataforma, o acesso ocorre através da guia "Segurança Pública".

"É muito fácil bloquear pois a pessoa não precisa saber o Imei e sim apenas o número do telefone, o que todos nós sabemos. O mesmo ocorre com o desbloqueio, caso o aparelho seja encontrado", afirma o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves. 

Para realizar a solicitação, é preciso informar dados pessoais como nome, CPF e e-mail do solicitante, além de informações como estado e município em que ocorreu o furto ou roubo, além da marca e a quantidade de chips do aparelho, assim como o número do boletim de ocorrência, necessário para a concretização do bloqueio.

Em 2025, mais de 4,2 mil solicitações de bloqueios foram realizadas e mais de 2,3 mil celulares foram bloqueados. Durante o período de Carnaval, de 1 a 5/3/2025,  481 solicitações foram feitas e 87 bloqueios realizados. 

Além da proteção dos dados pessoais, a plataforma também contribui para a segurança pública ao desestimular a receptação dos dispositivos, já que o travamento de todo o sistema do aparelho, que gera um apagão, desvalorizando o valor de mercado do celular no mundo do crime.

"Estamos preparados e atuando em várias frentes para impedir que o crime aconteça. Por isso, ferramentas como a Cbloc são tão importantes e impedem que o aparelho vire moeda de troca", conclui o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.

"É muito fácil bloquear pois a pessoa não precisa saber o Imei e sim apenas o número do telefone, o que todos nós sabemos. O mesmo ocorre com o desbloqueio, caso o aparelho seja encontrado", afirma o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves. 

Para realizar a solicitação, é preciso informar dados pessoais como nome, CPF e e-mail do solicitante, além de informações como estado e município em que ocorreu o furto ou roubo, além da marca e a quantidade de chips do aparelho, assim como o número do boletim de ocorrência, necessário para a concretização do bloqueio.

Em 2025, mais de 4,2 mil solicitações de bloqueios foram realizadas e mais de 2,3 mil celulares foram bloqueados. Durante o período de Carnaval, de 1 a 5/3/2025,  481 solicitações foram feitas e 87 bloqueios realizados. 

Além da proteção dos dados pessoais, a plataforma também contribui para a segurança pública ao desestimular a receptação dos dispositivos, já que o travamento de todo o sistema do aparelho, que gera um apagão, desvalorizando o valor de mercado do celular no mundo do crime.

"Estamos preparados e atuando em várias frentes para impedir que o crime aconteça. Por isso, ferramentas como a Cbloc são tão importantes e impedem que o aparelho vire moeda de troca", conclui o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.





 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Cemig intensifica vistorias na rede elétrica para garantir segurança durante o Carnaval em Minas

 Ações preventivas incluem inspeções com drones, termovisão e equipes em campo nos trajetos dos blocos e trios elétricos

Da redação
jornalismoimparcial@gmail.com

Com a expectativa de milhões de pessoas nas ruas durante o Carnaval, a Cemig intensificou, desde o início do ano, as ações preventivas para garantir a segurança dos foliões em Minas Gerais. Em parceria com prefeituras, órgãos de segurança e organizadores de eventos, a companhia está realizando inspeções específicas na rede elétrica ao longo dos trajetos dos blocos carnavalescos em todas as regiões do estado. 


As ações de inspeção da Cemig seguiram a Instrução Técnica nº 39 do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, norma que estabelece os critérios de segurança para a realização de blocos de carnaval em vias públicas. 

As vistorias são feitas com base nas informações repassadas pelos organizadores dos eventos e complementam o trabalho permanente de manutenção preventiva realizado pela Cemig ao longo do ano. O objetivo é identificar e tratar, com antecedência, situações que possam representar risco à população durante a maior festa popular do país. 

Os trabalhos começaram na primeira semana de 2026 e seguem até a véspera do Carnaval, acompanhando o crescimento das atividades nas ruas e a intensificação dos eventos em todo o estado. Ao todo, a companhia já inspecionou a rede elétrica de 380 cidades mineiras que sinalizaram que terão evento, utilizando drones, equipamentos de termovisão e equipes em campo.  

Entre os pontos verificados estão a compatibilidade dos trios elétricos e montagem e desmontagem de palcos em relação a altura da rede elétrica, a proximidade com estruturas temporárias e os trajetos dos trios e veículos de som. Em todo o estado foram inspecionados mais de 730 km de linhas de distribuição, realizadas mais de 400 podas de árvores e substituídas 44 cruzetas. 

Manutenção preventiva no Norte e Noroeste de Minas - Nas regiões do Norte e Noroeste de Minas, a Cemig atuou de forma integrada com as prefeituras e órgãos de segurança pública e demais empresas envolvidas na organização da festa, acompanhando de perto as ações preventivas e o monitoramento das áreas com maior concentração de foliões. 

Na duas regiões, Cemig inspecionou 59 quilômetros de linhas, com equipes de campo percorrendo os circuitos oficiais dos blocos e locais com palco fixo, verificando poste por poste, podas de árvores, cabos baixos, além de estruturas e equipamentos da rede. 

Ao todo, foram realizadas diversas manutenções preventivas, incluindo a substituição de postes antigos por novos, a troca de cruzetas com equipes de linha viva e podas de árvores ao longo dos trajetos. 

Riscos e orientações à população 

 O gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, alerta que atitudes aparentemente simples podem resultar em acidentes graves ou até fatais. “Durante o Carnaval, é fundamental evitar o arremesso de sprays, jatos d’água ou qualquer objeto na rede elétrica. Essas práticas podem provocar curtos-circuitos e colocar em risco a vida das pessoas”, afirma. 

De acordo com o gerente, também é essencial que os foliões não subam em postes, torres de transmissão, árvores, marquises ou estruturas próximas à fiação elétrica. A recomendação se estende à decoração carnavalesca: alegorias e enfeites não devem ser fixados em postes ou nos equipamentos de iluminação pública e nem em quaisquer outros locais onde possam entrar em contato com a rede. 

Outro ponto de atenção é a circulação de trios elétricos e veículos de som. A Cemig reforça que não há autorização para o levantamento de cabos de energia, prática extremamente perigosa e proibida. “O contato com a rede elétrica pode ser fatal. As pessoas nunca devem tocar nos cabos, nem mesmo com objetos como vassouras, rodos ou canos de PVC. Em caso de fios caídos, a orientação é manter distância e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo 193, ou a Cemig, pelo 116”, reforça o gerente. 



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