Medicamento de longa duração será avaliado pelo governo para ampliar as opções de prevenção ao HIV oferecidas pelo Sistema Único de Saúde.
Diana Maia I Blog Jornalismo Imparcial
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O Brasil apresentou nesta segunda-feira (27) novas estratégias de prevenção ao HIV durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada pela primeira vez na América do Sul.
O principal destaque foi a proposta de inclusão da PrEP injetável de longa duração no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é aplicado a cada dois meses e tem como objetivo ampliar as opções de prevenção para pessoas com maior risco de exposição ao vírus HIV.
Segundo o Ministério da Saúde, a proposta já foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que deverá analisar o tema em agosto.
O que é a PrEP?
A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é um método de prevenção utilizado por pessoas que não vivem com HIV, mas que podem ter maior chance de entrar em contato com o vírus.
Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, tomada em comprimidos. Com a versão injetável, o governo pretende oferecer uma alternativa mais prática para quem tem dificuldade em manter o uso diário da medicação.
Outras formas de prevenção disponíveis no SUS
O Ministério da Saúde informou que o sistema público já disponibiliza gratuitamente:
- preservativos masculinos e femininos;
- gel lubrificante;
- PrEP oral;
- PEP (Profilaxia Pós-Exposição);
- testagem rápida;
- autoteste para HIV;
- tratamento antirretroviral;
- acompanhamento médico e laboratorial;
- atendimento multiprofissional para pessoas que vivem com HIV.
Pesquisas e novas tecnologias
A pasta também acompanha o desenvolvimento de novas tecnologias de prevenção, incluindo pesquisas realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com instituições privadas, voltadas para medicamentos de ação prolongada.
Brasil recebe reconhecimento internacional
Outro ponto destacado durante a conferência foi o reconhecimento recebido pelo Brasil da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho como problema de saúde pública.
O país alcançou a certificação após manter:
- taxa de transmissão abaixo de 2%;
- incidência da infecção em crianças inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos;
- cobertura superior a 95% em pré-natal, testagem e tratamento das gestantes que vivem com HIV.
Ampliação da prevenção
Para o Ministério da Saúde, a possível incorporação da PrEP injetável representa mais um passo para ampliar o acesso à prevenção, reduzir novas infecções e fortalecer as políticas públicas de combate ao HIV no Brasil.
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