quarta-feira, 25 de maio de 2016

O CARMA DE MADUREIRA

POLÍTICA
POR JERUSIA ARRUDA

Nesta semana, o vereador Eduardo Madureira conclamou os movimentos sociais a montarem acampamento em frente à casa do prefeito afastado Ruy Muniz, para fiscalizar a movimentação da casa e filmar todos os movimentos do prefeito, com o intuito de que criar provas de que este não obedecerá à ordem judicial de não sair de casa ou conversar com nenhum membro da administração municipal.
A articulação do vereador denota total desrespeito ao papel da Justiça e deixa claro que não confia na sua capacidade de fazer cumprir a lei e de fiscalizar o cumprimento ou não de suas ordens, chamando para si essa função.
Conforme a lei, o vereador é eleito para discutir as questões locais e fiscalizar o ato do Executivo Municipal com relação à administração e gastos do orçamento. Cabe ao vereador trabalhar em função da melhoria da qualidade de vida da população, elaborar leis, atender às reivindicações do povo e desempenhar a função de MEDIADOR entre a população e o prefeito.
Contrariando as funções para qual foi eleito, desde o início, em vez de mediador, o vereador Madureira escolheu promover a dissidência e, sob o manto de oposição, gastou seu precioso mandato tentando impedir o trabalho do executivo municipal, dificultando a execução de obras e benfeitorias para a cidade, se esquecendo de legislar em favor da população que o elegeu.
Mas quem conhece Eduardo Madureira há mais tempo sabe que, há décadas, ele dedica a vida a seguir os passos de Ruy Muniz, como um carma, ou encosto, e notificar à Justiça cada suposto tropeço ou passo que ele considera falso. Enquanto Ruy Muniz constrói sua própria história, com sucesso como político, como empresário, como pai e chefe de família, errando e acertando, como dói ao ser humano, Madureira se contenta em viver à sua sombra, de forma improdutiva e inoperante, tentando apagar a luz de Muniz, sem se importar que sua própria luz jamais brilhe.
Incitar a população a manter acampamento em frente à casa do prefeito afastado certamente não é um ato legal. À luz da Justiça poderia se configurar como perturbação da ordem pública e invasão de privacidade, entre outros crimes.
Há mais de um mês, Ruy Muniz está à disposição da Justiça, cumprindo suas ordens, sofrendo inclusive problemas de saúde, mas deixando claro o tempo todo que está com a consciência limpa, que sabe que a verdade prevalecerá e que irá concluirá o mandato para o qual foi eleito.
Sem mágoas ou rancor, ao ter negado o relaxamento de sua prisão preventiva, diferentemente de Madureira, em vez de ódio ou revolta, em carta, Muniz enviou aos cidadãos montes-clarenses uma mensagem de paz e pediu aos servidores públicos municipais para dar o seu melhor, continuar de cabeça erguida e servindo a Montes Claros com amor e respeito.
Com confiança na Justiça, Ruy Muniz certamente saberá cumprir suas determinações, enquanto aguarda que sua defesa seja acatada, e permanecerá em casa. Enquanto isso, o ideal seria que o vereador Madureira deixasse a Justiça cumprir seu papel e assumisse a função pela qual é pago com dinheiro público, antes que as cortinas da Câmara se fechem e ele não tenha uma segunda chance.



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