Cerca de 360 militares participam de treinamentos em São Gabriel (RS); A avaliação considera critérios como preparo operacional, organização da tropa, capacidade de resposta, comunicação em idiomas estrangeiros e interação com a população civil.
Diana Maia I Blog Jornalismo Imparcial
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A Organização das Nações Unidas (ONU) realiza, nos dias 21 e 22 de maio, uma avaliação operacional com tropas de Engenharia do Exército Brasileiro em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. O objetivo é certificar os militares para que possam integrar futuras missões internacionais de manutenção da paz e assistência humanitária.
Durante a inspeção em São Gabriel, avaliadores internacionais acompanharão demonstrações operacionais, oficinas práticas e simulações semelhantes às enfrentadas em áreas de crise. Entre os exercícios previstos para a Companhia de Engenharia de Força de Paz, estão operações de terraplanagem, drenagem, topografia, britagem e produção de asfalto, além da apresentação de viaturas blindadas, equipamentos militares e estruturas utilizadas em missões internacionais. A companhia também é capacitada para o restabelecimento da trafegabilidade de estradas, produção, transporte e distribuição de água potável, reconhecimento especializado, manutenção da malha viária e trabalhos de construção vertical em proveito das bases da ONU.
À Companhia de Neutralização de Artefatos Explosivos (EOD) cabem missões de elevada especialização e risco, voltadas à proteção de civis e à segurança operacional em zonas de conflito. Entre suas atribuições estão a detecção, o acesso, o diagnóstico, a neutralização e o descarte final de munições explosivas, incluindo minas terrestres e bombas, bem como a destruição de munições inseguras.
A companhia também presta assessoramento em todas as questões relacionadas a EOD, conduz e apoia operações de busca de rotas e escoltas de comboios, realiza coleta de inteligência tática de armas, investigação de incidentes pós-explosão e avaliação de evidências, além de reforçar outros elementos EOD no enfrentamento a ameaças explosivas.
A inspeção acontece em um momento de alta tensão global, onde cresce a demanda por tropas preparadas para reconstruir infraestruturas, proteger civis e apoiar a segurança em regiões afetadas por guerras e crises.
As atividades no solo gaúcho mobilizam cerca de 360 militares e são conduzidas pelo 6º Batalhão de Engenharia de Combate e pelo 9º Regimento de Cavalaria Blindado. Eles estão divididos em duas frentes de alta especialização:
Companhia de Engenharia de Força de Paz: Responsável por obras pesadas, como terraplanagem, produção de asfalto, distribuição de água potável e reconstrução de estradas para garantir o trânsito em áreas de crise.
Companhia de Neutralização de Artefatos Explosivos (EOD): Tropa focada em missões de alto risco, encarregada de detectar, desarmar e descartar minas terrestres, bombas e munições não detonadas, além de fazer a escolta de comboios.
Critérios de avaliação e diversidade
Para receber o selo de aprovação da ONU, os militares precisam demonstrar agilidade nas simulações práticas, organização técnica e capacidade de comunicação em idiomas estrangeiros.
Outro ponto avaliado é a interação com as populações locais. O Exército conta com um "pelotão de engajamento", grupo treinado especificamente para fazer o meio de campo entre os militares e os moradores das comunidades. Alinhada às diretrizes globais da ONU, a composição do grupo também se destaca pela inclusão e participação de mulheres militares.
Testes pelo Sul do Brasil
A ação no Rio Grande do Sul é a segunda etapa de uma grande inspeção que começou no Paraná entre os dias 18 e 20 de maio, passando por cidades como Foz do Iguaçu e Cascavel para avaliar as tropas de Infantaria.
No total, mais de 1.260 militares participam dos testes nos dois estados. Caso recebam o aval dos inspetores internacionais, as tropas brasileiras entram oficialmente para o sistema de prontidão da ONU, prontas para serem acionadas em qualquer parte do planeta.


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