terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Ex-prefeito e empresário são indiciados por pagamento de serviço não executado no município de Campo Azul/Norte de Minas

O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público para análise e demais providências legais.
Imagem PCMG

Diana Maia/Blog Jornalismo Imparcial
jornalismoimparcial@gmail.com

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nessa semana, o inquérito instaurado para apurar a regularidade de pagamentos referentes ao serviço de encascalhamento da estrada que liga a Vila São José à Rodovia Cirilo Pereira da Fonseca, no município de Campo Azul, região Norte do estado, supostamente realizado em 2021.  Ao término das investigações, o ex-prefeito do município e um empresário foram indiciados. 

O procedimento, que tramitou na Delegacia de Polícia em Brasília de Minas, teve início após indícios de inconsistências na prestação do serviço. Ao longo da apuração, foram analisados documentos administrativos, empenhos, liquidações e ordens de fornecimento emitidos pelo município. Também foram ouvidos servidores públicos, representantes da empresa contratada e ex-gestores municipais.

Diversos relatos indicaram que a cobertura da estrada com cascalho ocorreu apenas no ano anterior ao período investigado, sem qualquer comprovação de nova execução em 2021. Ainda conforme a investigação, todos os atos administrativos de autorização, liquidação e pagamento foram centralizados na chefia do Poder Executivo da época.

Elementos reunidos

A análise técnica realizada pela equipe policial constatou a inexistência de prova material que confirmasse a execução do serviço no ano de 2021, apesar da emissão e do pagamento de oito empenhos relativos ao mesmo objeto. Fotografias, medições, registros operacionais e demais documentos que poderiam comprovar a efetiva realização do encascalhamento não foram apresentados durante o curso do inquérito.

Diante do conjunto probatório reunido, o procedimento policial foi concluído com o indiciamento dos investigados pela suposta prática do crime previsto no art. 1º, inciso I, do Decreto-Lei 201/67 – legislação que dispõe sobre a responsabilidade dos prefeitos e vereadores –, referente a pagamento indevido por serviço não executado.

“A Polícia Civil reforça sua atuação técnica e imparcial, pautada na transparência, na legalidade e na apuração rigorosa de fatos que envolvem a gestão de recursos públicos. Nosso trabalho permanece voltado à proteção do interesse coletivo”, pontua o delegado responsável pelo inquérito, Flávio Cavalcanti.

O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público para análise e demais providências legais.

Apoie o jornalismo livre e de qualidade! Colabore com qualquer quantia e fortaleça a informação independente
Pix (38)992080936



Nenhum comentário:

Postagem em destaque

Dez Anos de Ronrons: A Memória Viva de Perséfone, uma amizade para além dessa vida

"Nada é eterno, tudo passa... mas o que foi feito com amor, como os dez anos de vida da Perséfone, deixa um eco de bondade que ressoa p...

Postagens mais visitadas

"Tudo posso Naquele que me fortalece"

"Tudo posso Naquele que me fortalece"
Deus no Comando!

"Siga-me, os que forem brasileiros".

"Siga-me, os que forem brasileiros".


" Quando uma Mulher descobre o tamanho da força que guarda dentro de si, nada é capaz de pará-la"

Obrigada pela sua visita!

Obrigada pela sua visita!
A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo.