terça-feira, 11 de outubro de 2022

Pacientes em Montes Claros sem expectativa para realizarem cirurgias eletivas, fazem vaquinha nas redes sociais e reclamam para o Legislativo que estão recorrendo a empréstimos e se endividando

A falta de médicos pediatras nos postos de saúde, e Upas, também foi pontuado pelo legislativo nesta terça-feira (11) na Câmara Municipal de Montes Claros

Imagem meramente ilustrativa

Blog Jornalismo Imparcial

Montes Claros/MG_ Nesta  terça-feira (11/10), um dos assuntos que entrou em pauta na Câmara Municipal de Montes Claros, foi mais um capítulo da novela sem final feliz, da celeridade nas cirurgias eletivas e a falta de médicos pediatras nos postos de saúde e Upas.

A situação se tornou tão grave no município que parlamentares usaram a Tribuna, exigindo que a Secretaria de Saúde, sob o comando de Dulce Pimenta, se pronuncie de forma clara e transparente junto a população, que vem sofrendo na fila de espera. De acordo com o parlamentar Edmilson Bispo (PSD), pessoas, abandonadas pelo sistema de Saúde, estão sendo obrigadas a pagar por uma cirurgia recorrendo a empréstimos e consequentemente se endividando. 

Secretaria de Saúde, também foi sabatinada pelo parlamentar Wilton Dias (PTB), que segundo ele, está faltando gestão.

“Diariamente somos cobrados em nossos gabinetes pelos pacientes quanto a morosidade no atendimento às cirurgias eletivas. Alguns relatam que para não morrer e realizar as cirurgias estão buscando ajuda nas redes sociais através de 'vaquinhas'. A Câmara tem que cobrar um posicionamento urgente da Secretaria de Saúde,” enfatizou.

Outro parlamentar que se pronunciou, foi Júnior Martins (Cidadania), solicitou aos membros do Legislativo Municipal que apresente sugestões à Secretaria de Saúde com o objetivo de reduzir as filas de cirurgias eletivas.  

 

As cobranças feitas pelos colegas foram endossadas pelo vereador Igor Dias (União Brasil), que ressaltou a necessidade da Casa solicitar informações à Secretaria de Saúde, do porque dessa demora no atendimento. Ainda sobre a saúde, questionou sobre a falta de médicos pediatras no município. “Temos sido cobrados e precisamos dar uma satisfação à sociedade, pois precisamos entender o motivo da ausência desses profissionais nas unidades de saúde.” 

 

A falta de médicos pediatras nas UPAS do município e a morosidade em relação às cirurgias eletivas também foi a cobrança feita pelo vereador Daniel Dias (PCdo B).

Ele denunciou que no final de semana passada, a falta desses profissionais nas unidades de saúde do município foi a principal reclamação dos pais de família que estavam em busca de atendimento para os seus filhos.


“Como sempre, quem sofre com a falta de médicos pediatras é a população carente. Precisamos resolver esta situação através da contratação desses profissionais”, assinalou.  


Em contra partida a Secretaria de Saúde, continua em cima do muro, sempre com justificativas, e frases bem colocadas, empurrando a culpa para a "pandemia", de acordo com a mesma, a fila para cirurgias eletivas era de aproximadamente de 3 mil pessoas e como as mesmas foram suspensas para dar prioridade ao atendimento dos casos de Covid-19, o número de pacientes na fila já chega a 10 mil.

Para buscar resolver o problema, os governos Federal e Estadual implantaram o programa de incentivo “Opera Mais”, que beneficia os hospitais que cumprem a meta de atendimentos. 

 

Além desse programa, a Secretaria de Saúde informou que o município aplicará R$ 15 milhões para pagar cirurgias eletivas a preço de convênios. Assim, além dos leitos do SUS, os hospitais disponibilizarão leitos e prestarão serviços, recebendo valores cobrados por convênios. A secretária destacou que para isso, os hospitais terão, obrigatoriamente, cumprir o contrato com o SUS. 


No entanto, enquanto soluções de fato não chega, quem paga o pato é o povo mais carente.

Resta saber, quais serão as próximas medidas tomadas pelo município, para que inocentes do sistema capitalista, não morra na fila de espera.


O que diz a Constituição Federal sobre Saúde no Brasil

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.

Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;




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