terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Polícia Civil indicia Padre por importunação sexual que ocorreu em setembro de 2021 em Montes Claros

 O padre nos dias dos fatos, foi ouvido e liberado
Diana Maia/ Sarah Matias _ Blog Jornalismo Imparcial
https://www.instagram.com/dianamaiah/

Montes Claros/MG_ A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu e enviou para a Justiça em Montes Claros, na região Norte do estado, nesta segunda-feira (21/2), o inquérito policial instaurado em desfavor do Padre Reginaldo Cordeiro Lima de 57 anos, por importunação sexual. 

O suspeito foi indiciado pela conduta tipificada no artigo 215-A do Código Penal. 

Entenda os fatos

No dia  29 de setembro de 2021, o Blog Jornalismo Imparcial, levou em primeira mão os fatos, onde uma jovem de 19 anos, de origem humilde, buscou ajuda e apoio junto a Defensora Maiza Rodrigues da Defensoria Pública de Montes Claros, relatando o abuso que o religioso causou.

No mesmo dia, pela parte da tarde, o  religioso foi conduzido à Delegacia de Plantão, após ter sido acusado de, importunação sexual, sendo ouvido e liberado no final da noite.

No dia dos fatos, o Blog Jornalismo Imparcial, tentou registrar a saída do religioso, acampamos em frente a delegacia por mais de (5) horas, ainda assim, o religioso se escondeu dos holofotes da imprensa, saindo a francesinha.

A Defensora Pública, Dra Maiza Rodrigues, procurada por nossa equipe nesta terça-feira (22), reforça o alerta sobre a importância de denunciar casos de Importunação Sexual.

 “Qualquer tentativa ou contato físico, com as partes seja homem ou mulher, que não seja com seu consentimento, é considerado estupro”.

Investigação

Dentro da legalidade, a PCMG adotou todas as providências iniciais cabíveis. Instaurado o Inquérito Policial  procedeu à oitiva da vítima que alegou que no dia 29/09, no Bairro Planalto, dentro da Casa Paroquial, no quarto do suspeito, que é pároco da Igreja Divino Espírito Santo, durante um encontro marcado por ele, teria sido beijada no nariz e na boca enquanto conversavam. Atordoada com a situação, ao tentar sair, percebeu que a porta do local estava trancada. Antes de ir embora, o suspeito pediu confidencialidade sobre o ocorrido, afirmando que  era apenas uma demonstração de carinho.

Durante as diligências realizadas para esclarecer a ocorrência, em 07/10, outra jovem procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher para relatar que também havia sido molestada pelo suspeito. 

O fato, segundo ela, teria ocorrido na garagem da casa paroquial, em 2016. Na época, afirmou a vítima que  o suspeito a beijou na boca e começou a esfregar seu órgão genital nela. 

 No curso da investigação, a equipe coordenada pela Delegada Karine Maia que preside os autos, procedeu na oitiva de 11 testemunhas, formalizou as declarações das duas vítimas e do investigado por ambas as condutas, e ainda, realizou minucioso levantamento sobre a vida pregressa dos envolvidos. 

A delegada explica que a vítima descreveu de forma minuciosa toda a dinâmica sucedida , quando, onde e  como tudo aconteceu, além disso, para formar convicção, apreciou todas as provas inclusive as  testemunhais de quem amparou a vítima após os fatos, unânimes em afirmar que ela seria incapaz de criar essa história. 

 O suspeito negou ambas as acusações, entretanto, a delegada Karine Maia pontuou que as declarações da vítima merecem total credibilidade em casos de delitos sexuais em razão da clandestinidade dos fatos. E ainda, na primeira ocorrência, é imprescindível  considerar que  foi o investigado quem marcou o encontro e levou a vítima para o seu quarto, mesmo sozinhos no local. 

Com todos os elementos de prova produzidos nos autos a autoridade reuniu indícios suficientes de autoria. O suspeito foi indiciado pela conduta tipificada no artigo 215-A do Código Penal em relação à vítima de 19 anos. Por outro  lado, quanto ao delito ocorrido em 2016, na época, a lei não previa o crime de Importunação Sexual, portanto, o suspeito não pode ser responsabilizado criminalmente por esse crime, e nem por qualquer outro que se enquadre em sua conduta, em razão da decadência do prazo para representação, exigência legal em 2016. 

 O Inquérito Policial foi encaminhado para o Fórum de Montes Claros e encontra-se à disposição da Justiça.

Em contato com a Assessoria de Comunicação da Diocese de Montes Claros, solicitando uma nota sobre o indício do padre por importunação sexual, foi informado que a Diocese, não vai se pronunciar.



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