terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Educação: Instituto Militar de Engenharia e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia realizam acordo de parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação

A parceria entre IME, CENSIPAM e IPEAM expressa a convergência de missões, a complementaridade de competências e a visão de futuro de instituições que compartilham o compromisso com a soberania nacional, a proteção da Amazônia e o uso inteligente do conhecimento e da tecnologia em benefício do País.
Imagens (CCOMSEx)

Da redação
jornalismoimparcial@gmail.com

Brasília (DF)_ Na última  sexta-feira, 23 de janeiro, o Exército Brasileiro, por meio do Instituto Militar de Engenharia (IME), e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) realizaram a assinatura do Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, visando à implantação do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (IPEAM) – IME da Amazônia – para o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras voltadas à defesa, à sustentabilidade e à integração territorial da Amazônia.

Estiveram presentes na cerimônia o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho; o Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), General de Exército R1 Marcos Antônio Amaro dos Santos; o Comandante do Exército, General Tomás Miné Ribeiro Paiva; o Diretor-Geral do CENSIPAM, General de Exército R1 Richard Fernandez Nunes; o Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Luiz Gonzaga Viana Filho, o Comandante do IME, General de Divisão Juraci Ferreira Galdino; além de integrantes do Alto-Comando do Exército e demais autoridades civis e militares. 

A execução da parceria ocorrerá por meio da articulação entre as estruturas institucionais e os recursos humanos do IME e do CENSIPAM, envolvendo áreas técnicas e estratégicas relacionadas à ciência, tecnologia, inovação, defesa e sustentabilidade amazônica, visando assim à implantação do IME da Amazônia.  

A cooperação inclui, ainda, o apoio técnico-científico à implantação do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia, a integração de pesquisadores e engenheiros do IME em atividades desenvolvidas no âmbito do CENSIPAM, bem como a realização de estudos, oficinas e outras ações colaborativas voltadas à geração de soluções tecnológicas aplicáveis à proteção e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.

Durante o evento, o Ministro da Defesa, José Múcio, destacou a relevância do acordo para o fortalecimento da presença do Estado na região amazônica. “Nós estamos levando oportunidades para regiões do país onde existem poucas oportunidades. Uma obra dessa, que o Exército está levando para a região amazônica, serve para que aqueles que têm raízes lá finquem suas raízes, criem seus filhos, estudem lá, para que possamos corrigir as profundas diferenças que separam tanto os brasileiros.”

Na mesma linha, o Diretor-Geral do CENSIPAM, General de Exército R1 Richard Fernandez Nunes, ressaltou que a parceria potencializa a capacidade de preservação ambiental e de monitoramento estratégico da Amazônia ao unir excelência acadêmica e atuação operacional. “Na realidade, temos uma parceria entre um instituto reconhecidamente como um dos melhores do mundo na formação de quadros altamente qualificados na área científica e tecnológica. Aqui no CENSIPAM, temos um órgão que tem como responsabilidade a proteção da Amazônia, por meio do SIPAM, para dar sustentação a essa parceria em termos práticos. No final, quem sai ganhando é a Amazônia e o Brasil.” 

Ao abordar a dimensão estratégica da cooperação, o Comandante do Exército, General Tomás, enfatizou o papel da integração interinstitucional no fortalecimento da soberania nacional e na elevação do nível tecnológico na região. “Pela diversidade, preservação do meio ambiente, pelas riquezas naturais que temos, precisávamos elevar o nível tecnológico que temos na Amazônia e essa parceria vai nessa direção, é um braço do IME na Amazônia.”

                              


Embraer anuncia parceria com a Índia com foco na aviação comercial regional

 

Parceria se apoiará na ampla experiência da Embraer em engenharia e fabricação de aeronaves, em toda a cadeia de valor da aviação. Foto: Divulgação/Embraer

Diana Maia/ Blog Jornalismo Imparcial
jornalismoimparcial@gmail.com

A Embraer assinou um Memorando de Entendimento com a Adani Defence & Aerospace – que está entre as líderes do setor aeroespacial indiano –  para desenvolver na Índia um ecossistema integrado de aeronaves com foco na aviação comercial regional. 

As companhias planejam cooperar na fabricação de aviões, na cadeia de suprimentos, nos serviços de pós-venda e no treinamento de pilotos. 

A parceria tem como objetivo instalar uma unidade de produção de aeronaves na Índia e ampliar, de forma gradual, o conteúdo produzido localmente, apoiando o programa de Aeronaves de Transporte Regional. A iniciativa também se alinha aos programas Aatmanirbhar Bharat (Índia Autossuficiente), que busca fortalecer a capacidade industrial no país, e ao UDAN — política nacional dedicada à ampliação da conectividade aérea regional. 

“A Índia é um mercado fundamental para a Embraer e esta parceria reúne nossa experiência no setor aeronáutico às sólidas capacidades industriais da Adani e ao seu compromisso com o desenvolvimento da indústria local”, afirma Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “Juntos, avaliaremos as soluções mais viáveis, avançadas e eficientes para apoiar o desenvolvimento do programa RTA na Índia e os próximos passos para sua implementação.” 

ENGENHARIA E FABRICAÇÃO – A parceria se apoiará na ampla experiência da Embraer em engenharia e fabricação de aeronaves, somada à presença da Adani em toda a cadeia de valor da aviação, incluindo infraestrutura aeroportuária, produção aeroespacial, serviços de MRO e treinamento de pilotos. “A aviação regional é essencial para o crescimento econômico. Com a ampliação da conectividade aérea em metrópoles regionais e cidades do interior do país, a criação de uma estrutura robusta para a aviação regional tornou-se ainda mais necessária na Índia”, afirma Jeet Adani, diretor da Adani Defence & Aerospace. “Essa parceria também reforçará as relações estratégicas entre Índia e Brasil, unindo capacidades complementares dos dois países.” 

DEMANDA DOMÉSTICA – O ecossistema proposto tem como objetivo atender à demanda doméstica e gerar um número significativo de empregos diretos e indiretos nas áreas de engenharia, fabricação, logística e serviços de suporte. “Estamos contribuindo para estruturar o futuro da aviação regional na Índia — um movimento decisivo para impulsionar a capacidade industrial do país, reduzir desigualdades entre regiões, criar empregos altamente qualificados e fortalecer a posição da Índia no cenário aeroespacial global”, afirma Ashish Rajvanshi, presidente & CEO da Adani Defence & Aerospace.  

PRESENÇA CONSOLIDADA – A Embraer tem uma presença consolidada e em expansão na Índia, onde quase 50 aeronaves da companhia — distribuídas em 11 modelos — operam na aviação comercial, de defesa e executiva. Na Força Aérea Indiana, destacam- se o Legacy 600 e o ‘Netra’ AEW&C, desenvolvido a partir da plataforma ERJ145. Já a Star Air conta com uma frota de 13 aeronaves, composta pelos jatos E175 e ERJ145. 

ADANI DEFENCE & AEROSPACE – A Adani Defence & Aerospace é a maior companhia privada integrada de defesa e aeroespacial da Índia, desenvolvendo capacidades críticas nos domínios terrestre, aéreo e marítimo. A empresa também promove a fabricação local de aeronaves e Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), em alinhamento com as prioridades de segurança da Índia e com as demandas internacionais. Com o mais amplo ecossistema de MRO (Manutenção, Reparo e Revisão Geral) do país e uma plataforma de treinamento de pilotos em rápida expansão, a Adani Defence & Aerospace fortalece toda a cadeia de valor da aviação indiana.  

Sobre a EMBRAER – Companhia aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A companhia projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer Serviços & Suporte a clientes no pós-venda. Desde sua fundação, em 1969, a Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 150 milhões de passageiros. A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A companhia mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa. 



quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Dez Anos de Ronrons: A Memória Viva de Perséfone, uma amizade para além dessa vida

"Nada é eterno, tudo passa... mas o que foi feito com amor, como os dez anos de vida da Perséfone, deixa um eco de bondade que ressoa para sempre."

"Dizer adeus é difícil, mas dizer adeus por negligência é devastador. A nossa amada Pepê foi vítima de um erro médico veterinário fatal, e do silêncio frio de quem deveria ter zelado por ela".

Sarah Matias/Blog Jornalismo Imparcial
jornalismoimparcial@gmail.com

Esse artigo está sendo escrito para eternizar e honrar a memória de uma eterna amiga. Desde que o mundo existe, os humanos têm os animais como companheiros em suas diversas jornadas pela vida.

E não foi diferente com você, Perséfone. A sua existência em minha vida veio para alegrar e mostrar que amizades existem entre seres de espécies diferentes. Lembro-me com exatidão, a data em que te adotei: 10/09/2016. Foi uma adoção consciente, aonde você foi levada até mim, quando decidi que queria uma gatinha. Ao te pegar no meu colo, ainda filhote, com apenas 2 meses de vida, te fiz uma promessa a qual eu honrei em vida. Disse-lhe:

_ Até o último dia de sua vida, eu cuidarei de você com todo o amor e cuidado que você merece!

Ali, no auge dos meus 16 anos, sequer imaginava o que o destino estava preparando para nossas vidas. Foi como um doce e belo drama grego, com momentos engraçados e sérios, porém não menos contentes. Vivemos grandes aventuras e descobertas.

Em você encontrei a lealdade, o amor, a doçura e gentileza que talvez eu jamais veja em outro ser. Em contrapartida, você viu em mim o amor, a confiança, a proteção e o respeito. Em toda minha vida, não pude imaginar que nossa convivência criaria um vínculo de amizade tão forte, ao ponto de você entender os momentos em que estava triste ou ansiosa, em que você esteve ao meu lado, em seu silêncio, mas como se me dissesse mentalmente "tudo vai passar, eu estou aqui com você!". 

É com grande alegria que me lembro que tinha que me levantar cedo para ir à escola. E melhor do que qualquer despertador, você, ainda pequena, me acordava colocando a patinha na minha cara suavemente, como se dissesse: "Levante, humana! Está na hora de você acordar!". Você era de uma inteligência notável, Perséfone! 


O tempo passou e fomos aprendendo uma com a outra sobre nossas rotinas e hábitos. Nos meus momentos de estudo, era comum você se deitar próximo, ou até mesmo em cima do meu caderno e dormir. Ali você estava me dando o suporte e a calma que precisava nesses momentos de preparação. Verdade seja dita, você esteve comigo em toda a minha trajetória acadêmica, desde a conclusão do ensino médio, enfrentando a faculdade, inclusive no período sombrio da Covid-19, até a conclusão de 2 pós-graduações. Como poderia me esquecer de você, tão quieta, mas tão cheia de vida ao meu lado?

"Pepê foi amada em cada detalhe, em cada ronrom, em cada despertar. Embora a negligência tenha tirado sua presença física e o suporte nos tenha sido negado por quem deveria cuidar, ninguém pode apagar o que ela construiu em nós. Como aprendemos com os gatos, a vida é efêmera, mas o toque de amor que ela nos deu é eterno. Pepê, você nunca será esquecida. Você vive em cada lembrança e no carinho que ainda transborda por você."

Durante seu desenvolvimento, vi você com os hábitos típicos de felinos, que me alegravam e tirava bons sorrisos como entrar dentro de caixas de papelão, subir em cima da pia para ficar deitada ou simplesmente brincar com bolinhas de plástico, que eu preparava cuidadosamente para você brincar, sem riscos para sua saúde. Vi também você desenvolver hábitos questionáveis como me pedir colo como se fosse uma criança de colo, implorar por um pouco de doce de leite quando eu comia, ou o pior deles, que era temer baratas quando essas apareciam ocasionalmente em casa. (esse tenho certeza que aprendeu comigo, hahaha!).

Entre os vários endereços os quais a nossa família teve que se mudar, você sempre foi levada com muito cuidado e carinho. Jamais me perdoaria se algo e acontecesse nas mudanças. Até então, como única gata na família, você agia de uma forma...até você ganhar ouros irmãos felinos. 


Pode vir 500 veterinários e estudiosos comportamentais dizerem que não, mas eu vi a mudança dos seus hábitos (como achar que era uma espécie de humana diferente), para uma gatinha que compreendia o mundo humano e estava descobrindo, junto com outros de sua espécie, habilidades e hábitos que só vocês gatos, podem produzir. E em todos esses momentos, também estive ao seu lado.

Durante os anos que se passaram, permanecemos juntas, onde você aprendeu minha rotina, brincávamos e dormíamos juntas e éramos felizes. Mas a partir de meados de dezembro de 2025, vi algo mudar repentinamente. Você começou a querer se afastar de mim na hora de dormir. Não entendia o motivo, mas parece que ali, você já queria me preparar para algo que eu não queria imaginar tão cedo. Apesar de você estar com 9 anos de idade - o que já é considerado uma idade de gato idoso, você tinha uma saúde normal. Contudo, já em 2026, logo na segunda semana do ano, você apresentou uma barriguinha levemente inchada. Se eu não conhecesse você, diria que poderia estar grávida. mas não era. Ao receber a visita de uma veterinária em casa, eu não sabia que estava assinando sua sentença de morte. E isso é o que mais me dói, Perséfone.

Como uma profissional indica um remédio que é prejudicial para o seu sistema nervoso, sem considerar o seu peso e histórico? E ainda deixa uma amostra de remédio para depressão, para lhe dar, informando apenas que abriria o seu apetite. Talvez você me achasse a pessoa mais inteligente do mundo, mas fui descuidada em não procurar saber mais sobre esses dois remédios. Essa parte da história me machuca, mas sei que nenhuma de nós teve culpa. eu não tinha conhecimento técnico em veterinária e você, tampouco. Em menos de 24 horas da aplicação, você teve suas patinhas traseiras e calda paralisados, restando-lhe apenas as patinhas dianteiras como seu suporte. Te ver agonizando e vomitando foi um crivo o qual o eu não queria que passasse. Passamos o fim de semana inteiro desesperados para que conseguíssemos atendimento veterinário urgente, mas parecia uma tortura não conseguir. Você, sempre tão doce e com bom gosto musical, procurei te proporcionar momentos de calmaria, colocando músicas e preparando ambiente confortável para ti. Com apenas um olhar, eu sabia que você queria subir em algum canto da casa. Ali, mais do que nunca, fui seu porto seguro e seu suporte físico, onde me cabia. Porém, às 4:59 da manhã, acordei com você fazendo barulhos na minha cama. Me deitei ao chão com você, te coloquei em meu colo, e escutamos músicas a manhã toda. 

Porém, conforme o dia ia nascendo e as horas iam passando, seu estado piorava. Ao entrar em contato coma veterinária que te atendeu, essa apenas disse que te deu a medicação para depois ver o que poderia dar nos encheu de raiva, pela falta de respeito com você. Ao ver a seriedade do que cometeu, logo tratou de te arrumar um atendimento clínico. Mas ali, parecia que você não queria ficar longe da gente. Não queria ficar longe de mim. Fizemos tudo ao nosso alcance para te levar, mas antes que pudéssemos entrar no Uber, você partiu nos meus braços. Tentei de reanimar a todo custo, mas ali tive que encarar a realidade que achei que demoraria anos para viver: a sua morte.

Eu nunca senti tanta dor na vida, mas tive a certeza que você partiu em paz, com a certeza que eu cumpri minha promessa com você. Eu amei e cuidei de você até o fim. Você nunca foi um peso para mim, e durante um momento, senti uma paz única. Ali sabia que você foi para um plano melhor. E durante sua vida, te falei que eu não iria sofrer na sua partida. A dor do luto é dolorida, e sinto sua falta, mas saiba que sou grata por tudo que vivemos, meu amor. A dor vai passar, mas as memórias permanecerão para toda vida. 

Peço a Deus, para que eu te reencontre quando eu partir. Quero ter a alegria de te ver além desta vida. Saiba que meu amor será eterno e quero preservar nossa história para todo a eternidade.

Obrigada pela amizade sincera e verdadeira, Perséfone. Minha eterna Pepê! 




terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Democracia Inabalada: Supremo Tribunal Federal terá programação especial para lembrar o 8 de janeiro

 Atividades integram a campanha “Democracia Inabalada” e destacam a resiliência e a força das instituições brasileiras


Da redação

jornalismoimparcial@gmail.com

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, na próxima quinta-feira (8/1), uma programação especial aberta ao público para lembrar os três anos dos ataques que resultaram na depredação do edifício-sede da Corte, bem como para celebrar o fortalecimento da democracia simbolizado pela restauração e reabertura do prédio, concluídas em prazo recorde.

A iniciativa integra a campanha “Democracia Inabalada”, criada em resposta aos atos golpistas que resultaram na depredação do edifício. O objetivo é preservar a memória do episódio para que ele não se repita, reconhecer o trabalho de quem contribuiu para a reconstrução do espaço e reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito.

Programação

A programação começa às 14h30, com a abertura da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”, no átrio do Espaço do Servidor. Às 15h, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, produzido pela TV Justiça, que registra as histórias dos profissionais do STF que testemunharam os ataques e participaram da reconstrução do Palácio da Justiça.

Às 15h30, ocorre uma roda de conversa com jornalistas que cobriram os ataques e irão relatar o que viram e ouviram naquele dia. A atividade será conduzida pela jornalista Gabriela Guerreiro, então coordenadora de Imprensa do STF, que receberá os convidados Weslley Galzo, repórter do jornal O Estado de S. Paulo; Marina Dias, repórter do Washington Post em Brasília; e Gabriela Biló, fotógrafa da Folha de S. Paulo.

Já às 17h, está marcada a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, a ser realizada no Salão Nobre do STF. Participam do encontro o teólogo e pesquisador Ronilso Pacheco, mestre em Religião e Sociedade pela Columbia University, diretor do Instituto de Estudos da Religião (ISER), colunista do UOL e autor de obras voltadas à intersecção entre raça, política, religião e democracia; o historiador Carlos Fico, professor titular de História do Brasil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador do CNPq e referência nos estudos sobre a ditadura militar e a historiografia brasileira, com ampla atuação acadêmica e institucional, incluindo a coordenação da área de História da Capes; a advogada e cientista social Juliana Maia Victoriano da Silva, mestra em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), gerente do Programa de Equidade Racial do Instituto Ibirapitanga, com experiência em pesquisas e iniciativas voltadas à justiça racial, gênero e políticas públicas; e o jornalista Felipe Recondo Freire, graduado pela Universidade de Brasília, pesquisador associado do CPDOC/FGV, cofundador do JOTA e autor de livros que analisam a atuação do Supremo Tribunal Federal no contexto da ditadura militar e da democracia contemporânea.

8 de janeiro

Em 8 de janeiro de 2023, o edifício-sede do STF, projetado por Oscar Niemeyer, foi invadido e depredado durante ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Salas, obras de arte, móveis e equipamentos foram destruídos. Apesar dos danos, as instalações foram restauradas e o local reaberto em 24 dias, tornando-se símbolo da resistência das instituições democráticas.


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Ministro Alexandre de Moraes nega ida de Bolsonaro a hospital e exige laudo médico

Moraes se baseou, segundo seu despacho, na avaliação da equipe da Polícia Federal.


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira (6), a remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro para atendimento hospitalar em função de uma queda que ele teve na última madrugada. Ele está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).Moraes se baseou, segundo seu despacho, na avaliação da equipe da Polícia Federal.

“O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, apontou Moraes no despacho. 

Por isso, o ministro escreveu, na decisão, que não haveria “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”.

Ele acrescentou que a defesa de Bolsonaro, entretanto, foi aconselhada pelo médico particular que o ex-presidente teria direito a fazer exames, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”. 

Ainda no despacho, o ministro determinou que a defesa indique quais os exames necessários para que “se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”.

A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, fez postagem no Instagram indicando que o marido teve uma “crise”.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”.

A ex-primeira-dama lamentou ainda que o atendimento só ocorreu pela manhã desta terça, quando Bolsonaro foi chamado para a visita, às 9h. Essa demora, segundo ela, ocorreu porque o quarto “permanece fechado”. 

Ainda sobre o incidente, Michelle acrescentou que Bolsonaro não se recordava “quanto tempo ficou desacordado” e que seriam necessários exames para verificar eventual “trauma ou possível dano neurológico”. 

Para a imprensa, o médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, disse que Bolsonaro teve um “traumatismo leve”.

Agência Brasil

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Contas de luz de todo o país terão novo número de identificação a partir do início de 2026

 Clientes da Cemig e de todas as outras distribuidoras passam a usar código nacional padronizado de 15 dígitos para serviços, atendimentos e registros de ocorrências


A partir da primeira semana de janeiro, a Cemig passa a adotar um novo padrão para identificar as unidades consumidoras de energia elétrica, conforme determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para todo o país. A mudança vai alterar o atual número da Instalação, que aparece nas contas de luz, para o novo número da Unidade Consumidora. Esse número é normalmente utilizado pelos clientes para solicitar serviços, registrar falta de energia e acessar os canais de atendimento. A Cemig já está realizando as adequações internas para que todos os consumidores passem por essa transição de forma simples e segura.

Atualmente, cada unidade consumidora é identificada pelo tradicional número de instalação, iniciado pelo dígito 3 e utilizado há décadas em faturas, contratos e sistemas internos. Esse código será substituído por um novo identificador padronizado nacionalmente, composto por 15 dígitos. Esse será o número oficial presente nas contas de luz, nos protocolos de atendimento e em todos os documentos da distribuidora.

A mudança moderniza os processos do setor elétrico, facilita a troca de informações e unifica a forma como cada imóvel é identificado em todo o país. Os clientes começarão a visualizar o novo número nas faturas e nos canais de atendimento ao longo do mês de janeiro de 2026. Vale lembrar que a mudança não altera o valor nem a forma de cálculo da conta de energia. A fatura continuará sendo emitida normalmente, já com o novo código.

Segundo a analista de Regulação da Cemig, Paula Alves Rossignoli, todo o processo foi planejado para garantir clareza e segurança. “O cliente da Cemig não precisa se preocupar. A partir de 1º de janeiro, o novo número já estará na conta de luz e disponível em todos os nossos canais. A transição será automática, clara e segura”, afirma.

Ainda não recebi minha fatura com o novo número. E agora? - Além de constar na fatura, o novo número também poderá ser consultado na área do cliente, no site da Cemig (Cemig Atende). O número de instalação atual (iniciado pelo dígito 3) continuará disponível por até 12 meses, permitindo que o cliente acesse as duas informações durante o período de transição da mudança. Buscando facilitar ainda mais o período de adaptação, para demandas que exigiam identificação da unidade consumidora, nos próximos meses, os dois números poderão ser informados à Cemig, sem prejuízo nas solicitações de serviços emergenciais ou comerciais.
 
O que é e para que serve o número de Identificação da Unidade Consumidora - O número da Unidade Consumidora é um identificador da sua unidade consumidora de energia elétrica, que pode ser encontrado na conta de luz, na parte superior, perto dos dados do cliente. Esse número identifica de forma única a unidade. Cada residência, comércio, indústria ou propriedade rural possui sua identificação própria, que agora passa a adotar um padrão nacional.

Para o consumidor, a principal alteração será a substituição do número de instalação pelo novo identificador de 15 dígitos, que continuará sendo o código utilizado para registrar falta de energia, solicitar serviços e acessar os canais de atendimento.
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EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

 

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) recuou em acusar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de liderar o suposto Cartel de Los Soles. A nova peça da denúncia contra o venezuelano por narcotráfico, apresentada após o sequestro de Maduro pelos EUA, excluiu a acusação feita na peça anterior, apresentada em 2020.

Na primeira denúncia, o termo “Cartel de Los Soles” aparece 33 vezes e Maduro é apontado como líder dessa suposta organização.

“Nicolas Maduro Moros, o réu, ajudou a administrar e, por fim, a liderar o Cartel de Los Soles à medida que ganhava poder na Venezuela”, dizia a denúncia, apresentada ainda no primeiro mandato de Trump".

Na nova peça do Departamento de Justiça, apresentada nesta semana, o Cartel de Los Soles aparece apenas duas vezes, em citações de menor importância, sem qualquer menção à liderança de Maduro em relação ao suposto cartel.

“Nicolas Maduro Moros, o réu – assim como o ex-presidente Chávez antes dele – participa, perpetua e protege uma cultura de corrupção na qual poderosas elites venezuelanas se enriquecem com o tráfico de drogas e a proteção de seus parceiros traficantes”, diz o texto.

A peça do Departamento de Justiça dos EUA afirma, em seguida, que os lucros dessa atividade foram para funcionários corruptos.

“[Esses funcionários] operam em um sistema de clientelismo administrado por aqueles no topo – referido como o Cartel de Los Soles ou Cartel dos Sóis, uma referência à insígnia do sol afixada nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alta patente”, diz o documento oficial de Washington.

Fumaça sobe após múltiplas explosões em Caracas
03/01/2026 Vídeo Obtido pela Reuters/via REUTERS

A mudança na linguagem e no teor da acusação do Departamento de Justiça chamou a atenção, uma vez que o suposto cartel foi designado como grupo terrorista pelo governo Trump. A acusação de que Maduro lideraria a organização justificou, no plano discursivo, a invasão da Venezuela.

Especialistas no mercado mundial de drogas vêm rejeitando chamar a Venezuela de narcoestado ou mesmo reconhecer a existência do Cartel de Los Soles.

Não há qualquer menção a esse grupo nas publicações do Escritório para Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (ONU). O Relatório Anual Sobre Ameaças de Drogas da DEA (Administração de Combate às Drogas) de 2025, do governo dos EUA, também não menciona o suposto cartel venezuelano.

Dificuldade em provar existência do cartel

A consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca, avalia que, ao evitar tratar o cartel como uma organização “real”, o Departamento de Justiça reconhece os limites para provar essa tese.

“Até agora, não emergiram evidências suficientes para caracterizar uma organização criminosa – lacuna apontada por especialistas e, inclusive, por parceiros de inteligência dos próprios EUA”, explicou.

Gabriela destacou que a mudança na denúncia passa a enquadrar Maduro como posicionado no “topo” de um sistema criminoso, tratado como uma aliança de corrupção e tráfico, e não como uma entidade formal com personalidade jurídica, como um cartel.

“Essa escolha fortalece a acusação, uma vez que desloca o foco para condutas individualizadas e comprováveis [narcotráfico, corrupção e associação criminosa] em vez de sustentar um rótulo amplo e conceitualmente frágil de ‘cartel’”, ponderou a consultora.

Brasília (DF), 22/08/2025 - A consultara sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca. Foto: Gabriela de Luca/Arquivo Pessoal
Advogada Gabriela de Luca, consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe - Foto: Gabriela de Luca/Arquivo pessoal

A advogada disse ainda que a mudança dialoga ainda com as preocupações de especialistas da ONU com o uso indiscriminado do termo cartel, “advertindo que isso poderia justificar medidas amplas de criminalização generalizada do Estado venezuelano, com efeitos colaterais severos sobre uma população já profundamente vulnerabilizada”.

Apesar da mudança, os EUA seguem acusando Maduro de uma série de crimes ligados ao narcotráfico, incluindo relação com narcoguerrilhas colombianas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN), e cartéis mexicanos, como Sinaloa e Zetas.

“Maduro Moros e seus cúmplices, durante décadas, fizeram parceria com alguns dos traficantes de drogas e narcoterroristas mais violentos e prolíficos do mundo, e contaram com a corrupção de funcionários em toda a região, para distribuir toneladas de cocaína para os EUA”, diz a acusação.

Venezuela's captured President Nicolas Maduro and his wife Cilia Flores attend their arraignment with defense lawyers Barry Pollack and Mark Donnelly to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others, at the Daniel Patrick Moynihan United States Courthouse in Manhattan, New York City, U.S., January 5, 2026 in this courtroom sketch. REUTERS/Jane Rosenberg
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, comparecem à audiência de instrução no Tribunal Federal, em Nova York, conforme ilustrado em desenho da sala do tribunal - Reuters/Jane Rosenberg/Proibida reprodução

Maduro diz que é inocente

Em depoimento à Justiça dos EUA, Maduro disse que é inocente e se classificou como um prisioneiro de guerra após ser sequestrado por militares estadunidenses no último sábado (3).

O governo de Caracas acusa Washington de criar a acusação de narcotraficante contra lideranças do país para justificar a intervenção na Venezuela com objetivo de controlar as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta.

Trump tem exigido ao novo governo de Delcy Rodríguez, que tomou posse na terça-feira (6) como presidente interina, acesso aos campos de óleo do país.

Em reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), o embaixador dos EUA, Leandro Rizzuto, admitiu que o petróleo do país sul-americano não pode ficar nas mãos de “adversários” do Hemisfério Ocidental.

“Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que controlam o país. Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, disse o diplomata na terça.

Com informação Agência Brasil



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