segunda-feira, 23 de março de 2026

Ministro da Defesa destaca desafios estratégicos e tecnológicos na abertura de curso da ESD

 A turma de 2026 conta com 105 participantes, entre integrantes das Forças Armadas, profissionais da segurança pública, civis de diferentes esferas governamentais e representantes internacionais de países como Argentina, Colômbia, Equador, Índia e Namíbia.

Diana Maia/Blog Jornalismo Imparcial
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Na última quinta-feira (19), em Brasília, o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, ministrou a aula magna de abertura do Curso de Altos Estudos em Defesa, promovido pela Escola Superior de Defesa. O tema abordado foi “O Ministério da Defesa e os desafios para a defesa e a segurança nacional”.

Durante a exposição, o ministro ressaltou que, diante do atual cenário internacional, o Brasil deve evitar tensões desnecessárias — sejam elas de natureza social, política, militar, diplomática ou econômica. Ele destacou que os conflitos contemporâneos têm sido marcados pelo uso de tecnologias avançadas, como drones aéreos e aquáticos, inteligência artificial, guerra eletrônica, sistemas cibernéticos e domínio espacial.

“Não podemos nos prender a conceitos de guerras de trincheiras”, alertou, ao enfatizar a necessidade de atualização doutrinária e tecnológica das Forças Armadas.

O ministro também abordou a importância do investimento estratégico na área de defesa. Segundo ele, a aplicação de recursos públicos deve ser feita com planejamento eficiente, evitando práticas ultrapassadas. “Destinar recursos limitados a processos antiquados seria uma irresponsabilidade”, afirmou.

Nesse contexto, José Mucio destacou o crescimento global dos investimentos em defesa, que atingiram US$ 2,72 trilhões em 2025 — um recorde histórico — evidenciando a relevância do setor no cenário internacional.

Estratégias para o futuro

Ao refletir sobre os desafios e oportunidades do Brasil, o ministro apontou cinco eixos estratégicos fundamentais:

  • fortalecimento da tradição diplomática brasileira;
  • acompanhamento das novas tecnologias e doutrinas militares;
  • ampliação da capacidade dissuasória nacional;
  • inserção da Base Industrial de Defesa no mercado global;
  • valorização do capital humano das Forças Armadas.

No encerramento, o ministro incentivou os alunos a desenvolverem pensamento crítico e estratégico, além de contribuírem com propostas e análises que enfrentem os problemas estruturais do país.

Formação estratégica

O Curso de Altos Estudos em Defesa, atualmente em sua nona edição, tem como objetivo capacitar civis e militares para atuação em temas relacionados à segurança, defesa e desenvolvimento nacional. A formação inclui disciplinas como geopolítica, relações internacionais, análise de crises, governança e direito aplicado à defesa.

A turma de 2026 conta com 105 participantes, entre integrantes das Forças Armadas, profissionais da segurança pública, civis de diferentes esferas governamentais e representantes internacionais de países como Argentina, Colômbia, Equador, Índia e Namíbia.



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